03 de maio, de 2009 | 00:00

IBGE faz pesquisas econômicas na região

Estudo vai calcular o PIB de 15 cidades do Leste mineiro

Polliane Torres


Douglas Garcia disse que as empresas são obrigadas a fornecer as informações, que ficam sob sigilo absoluto
IPATINGA – Oito técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) iniciaram na semana passada, no Vale do Aço, as pesquisas econômicas anuais da instituição. Cerca de 700 formulários estão sendo entregues para empresas de quatro segmentos em 15 cidades da região.A pesquisa realizada pelo IBGE vai verificar o fluxo de rendimentos e de contratações nos setores de serviço, comércio, indústria e construção civil. A partir desse trabalho é que será possível medir o Produto Interno Bruto (PIB) do Vale do Aço.A fase de apuração dos dados terminará apenas em agosto, abragendo os seguintes municípios: Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Belo Oriente, Açucena, Braúnas, Joanésia, Mesquita, Santana do Paraíso, Jaguaraçu, Marliéria, Ipaba, Iapu e Bugre.O técnico do IBGE Douglas Garcia de Menezes adiantou que os formulários pedem dados como salários, valor agregado, impostos pagos e contratações. “Os dados são regionalizados, e depois conseguimos medir o nível da atividade econômica em todas as regiões do país”, afirmou.Segundo Menezes, a pesquisa será fundamental para mensurar de maneira mais precisa os reflexos da crise mundial instalada. Douglas Garcia disse que as empresas são obrigadas a fornecer as informações, que ficam em sigilo absoluto, desde setembro de 2008, na economia do Vale do Aço. “Até agora só temos previsões da variação do PIB e reflexos na produção, comércio e indústria. Quando a pesquisa for finalizada, poderemos medir o índice de desemprego ou de emprego, taxa de vendas do comércio e movimento da construção civil, por exemplo”, frisou o técnico.MetodologiaDe acordo com o IBGE, só serão avaliadas as empresas inscritas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal. Menezes explicou que, ao serem cadastradas, as empresas receberão um código da sua atividade específica. “Fazemos uma subseleção de acordo com a atividade econômica. Cada empresa representa cerca de 30 outras empresas da mesma atividade” detalhou.Menezes observou ainda que as empresas são obrigadas a fornecer os dados para o IBGE. “Prestar informação ao IBGE é obrigatório, conforme prevê a Lei 5.535/68. Mas ao mesmo tempo a informação passada para o órgão tem caráter sigiloso, não podendo ser usada em ação judicial ou fiscal como efeito de prova. O não cumprimento dos prazos para fornecimento de informações pode acarretar em multa de até 20 salários para a empresa”, advertiu o técnico do IBGE.Indústria e comércio lideram o faturamentoOs dados mais atualizados sobre a economia do Vale do Aço, disponíveis no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são referentes a 2006. Na época, conforme a pesquisa, o setor que mais faturou foi o da indústria, que obteve uma receita bruta de R$ 3,9 bilhões e, então, empregava 32.415 pessoas.Em segundo lugar na composição do PIB do Vale do Aço aparece o setor de comércio, que em 2006 faturou R$ 1,5 bilhão e tinha 25.674 empregados. Em terceiro lugar está a construção civil, com rendimentos de R$ 1,4 bilhão e geração de 18.014 empregos. Por último, aparecia o setor de serviços, cujo faturamento naquele ano foi de R$ 1,2 bilhão, com a criação de 22.645 postos de trabalho.
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