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05 de maio, de 2009 | 00:00

Fora da PMI, Quintão assume coordenação regional do PMDB


Quintão conta com o apoio de Aécio Neves e de Lula nas eleições de 2010
IPATINGA – Mesmo cassado pela Justiça Eleitoral, o ex-prefeito Sebastião Quintão (PMDB) não pretende se afastar da política. Ontem à tarde, pela segunda vez desde que foi afastado da Prefeitura de Ipatinga, no dia 27 de fevereiro, ele convocou a imprensa para se apresentar como um dos articuladores da mobilização do seu partido com vistas às eleições de 2010.Ao lado de dirigentes locais do PMDB, Quintão anunciou em entrevista coletiva no gabinete da presidência da Câmara de Ipatinga a realização, no próximo sábado (8), às 10h, do primeiro encontro regional do partido em 2009. Entre as presenças confirmadas pelas lideranças regionais do PMDB estão o ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato ao governo do Estado no ano que vem.Quintão, que se apresentou como “coordenador regional” do PMDB para as eleições de deputados federal e estadual, governador e presidente da República, em 2010, disse que espera que o governador Aécio Neves (PSDB) também integre o quadro do partido para disputar a sucessão do presidente Lula. Aécio vai disputar prévias do PSDB com o atual governador de São Paulo, José Serra.“Lealdade”Quanto à questão interna do PMDB, cujas divergências vêm à tona em todo período eleitoral, o prefeito cassado garantiu que “o partido amadureceu” e, em peso, apoia o nome de Hélio Costa para o governo estadual.Sobre a posição do presidente Lula em relação ao PMDB na disputa do governo estadual, Quintão disse não ter dúvidas da “lealdade” do presidente. Ele citou como exemplo a disputa do ano passado, quando Lula evitou participar diretamente da campanha do seu principal adversário, Chico Ferramenta (PT). No caso da eleição estadual em 2010, Quintão disse já ter conseguido a “promessa” de Lula de se manter “neutro” na disputa.“Barrigadas”Questionado se será candidato nas próximas eleições, Quintão insistiu que é “prefeito eleito de Ipatinga” e não vê necessidade de o partido “descalçar o cargo” para preencher o seu quadro de candidaturas. A ideia de que ainda vai reassumir o cargo em Ipatinga, aliás, foi reafirmada por Sebastião Quintão em várias oportunidades na entrevista.Apesar das irregularidades condenadas pela Justiça Eleitoral, que o afastaram do cargo menos de dois meses após a sua posse, Quintão insistiu que voltará à Prefeitura de Ipatinga. “Não há dificuldades pontuais”, garantiu, atribuindo sua situação aos prazos regimentais dos recursos e medidas protelatórias. “São as barrigadas jurídicas que envolvem o caso”, justificou.Quintão foi cassado em primeira instância dia 27 de fevereiro, acusado de abuso do poder econômico na disputa de 2008, em duas Ações de Impugnação de Mandato Eletivo (Aimes) movidas pelo Partido Verde e pela coligação “A Força do Povo”, liderada pelo PT. Apesar de vários recursos tentados junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele permanece fora do cargo, à espera do julgamento do mérito da sua cassação e do seu vice, Altair Vilar (PSB).Prefeito cassado quer retornar ainda em maioApesar de condenado em três ações de Impugnação de Mandato Eletivo por abuso do poder político e econômico, o prefeito cassado de Ipatinga, Sebastião Quintão (PMDB), disse ontem que espera voltar ao cargo ainda neste mês. Ele insistiu que “não há motivo” para a sua cassação e que o processo que o condenou “tem uma série de inconsistências jurídicas”.Sustentado em dois votos contrários na Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) e em um parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, Quintão afirma que as testemunhas do processo em que foi condenado em primeira instância “confirmaram que são interessadas” [na sua cassação]. “Se têm interesse, são em si mesmo sem valor”, insistiu.“A alternância no poder é salutar, mas a alternância interina, independentemente de quem esteja no comando, não consegue atender a uma dinâmica de gestão pública”, afirmou Quintão, acompanhado de antigos assessores. Ele prometeu, “quando voltar” ao poder, “mostrar o prejuízo numérico que a cidade sofreu, não pelas pessoas que lá estão, mas pela injunção da interinidade”.
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