08 de maio, de 2009 | 00:00

Vereadores tentam impedir despejos no Recanto Verde

CMT/Divulgação


Guaraciaba: “A inadimplência das famílias não foi proposital”
TIMÓTEO – O drama vivido por aproximadamente 40 famílias ameaçadas de despejo de suas casas no bairro Recanto Verde, em Timóteo, por falta de pagamento do financiamento com a Caixa Econômica Federal, será levado a Brasília. A informação é da presidente da Câmara Municipal, Guaraciaba Gomes Martins Araújo (PMDB), que pretende levar a questão ao conhecimento do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e à presidente da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho. A Câmara está tentando agendar essas reuniões.Na última terça-feira, Guaraciaba Araújo esteve na sede da Superintendência Regional Caixa, em Governador Valadares, discutindo a possibilidade de adiar o despejo das famílias até que seja encontrada uma solução menos traumática. Os imóveis já foram leiloados e a qualquer momento a CEF pode emitir as ordens de despejo.NegociaçãoAcompanhada do vereador Willian Salim (PPS), a presidente da Câmara de Timóteo solicitou ao gerente regional de Negócios da CEF, Aldenir Barbosa, a suspensão das ações de imissão de posse que estão em curso na Justiça Federal, em Ipatinga, e uma renegociação com os mutuários.Os vereadores solicitaram ainda que, antes de despejar as famílias do Recanto Verde, a Caixa priorize os atuais mutuários para a venda das próprias casas e que estenda os benefícios do subsídio habitacional do programa “Minha Casa Minha Vida”, pois a maioria possui renda de até três salários mínimos.“A inadimplência dessas famílias não foi proposital, mas causada por imprevistos, como desemprego e problemas de saúde que afetaram o orçamento. Esperamos sensibilidade tanto por parte da Caixa quanto do governo federal para reverter a situação. É injusto que pessoas que passaram por alguma dificuldade venham a perder o seu bem mais sagrado, que é a casa própria”, concluiu Guaraciaba Araújo.Inadimplência de 10 anosO problema enfrentado pelos moradores do bairro Recanto Verde é antigo, mas começou a piorar a partir de 1999, quando a Caixa Econômica Federal resolveu romper o contrato com os mutuários inadimplentes e levar os imóveis a leilão (extrajudicial). Devido ao rompimento do contrato, o banco alegou que os mutuários não poderiam ser beneficiados com propostas de liquidações à vista ou parceladas dos financiamentos, o que prejudicou ainda mais a situação.Como no primeiro leilão não houve compradores, a Caixa tomou para si as casas, mas os moradores continuaram vivendo nelas desde então. Por esse motivo, a CEF entrou com ação de despejo (imissão de posse) para reaver as casas. Os moradores querem que a Caixa abra um canal para renegociar a dívida e suspender os despejos.A renegociação desejada pelos mutuários do Recanto Verde está prevista na Lei 11.922, de 13 de abril deste ano, que a assegura aos mutuários cujos contratos tenham sido objeto de execução já concluída, com procedimento judicial que inviabiliza a transferência ou venda do imóvel.
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