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13 de maio, de 2009 | 00:00

Receita da PMT cai um quarto em abril

Crise da Arcelor complica quadro e obriga município a estudar corte de despesas

Polliane Torres


Hilário disse que a crise na Arcelor influiu diretamente na redução da receita
TIMÓTEO – A crise financeira mundial, que, a exemplo de outras indústrias, forçou a ArcelorMittal Inox Brasil (antiga Acesita) a reduzir custos e a produção, surtiu efeitos negativos não só na economia local, como nos cofres públicos também. Em razão da crise, a receita da Prefeitura de Timóteo caiu cerca de 25% em abril, conforme informou o prefeito Geraldo Hilário (PDT).Segundo o prefeito, a queda do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de aproximadamente 45%, somada à diminuição da arrecadação de outros tributos, derrubou a receita do município.Hilário anunciou que algumas medidas serão adotadas pela Prefeitura de Timóteo para contornar a crise. “A queda nos surpreendeu. A situação é alarmante e preocupante. Já tomamos uma série de condutas e devemos anunciá-las ainda nesta semana”, adiantou o prefeito.De acordo com Hilário, a queda de receita foi brusca nos dois últimos meses. “Em março, conseguimos ter uma receita positiva de R$ 700 mil. Neste mês, o ICMS despencou, e provavelmente isso tem uma relação direta com a crise na Arcelor”, avaliou.ServidoresA queda de receita da Administração Municipal interfere em vários projetos, entre eles o de reajuste dos servidores. A campanha salarial da categoria teve início em março e até o momento foram feitas duas negociações, sem sucesso.Amanhã, será realizada uma assembleia com os servidores da Prefeitura de Timóteo para rediscutir a pauta, às 18h30, na sede do sindicato da categoria. A próxima rodada de negociação está marcada para o dia 20 de maio, na PMT.A principal reivindicação dos servidores é reajuste de 15,23%. Mas o prefeito já adiantou que essa questão deverá ser discutida com calma, dado o momento de crise. “Está no nosso projeto o aumento de salário e a valorização dos servidores. Só acredito em uma Prefeitura ágil com a conquista de servidores. Mas tenho que ter ideia da receita. Vamos conversar com o sindicato e acredito em uma negociação boa e pagável”, afirmou Geraldo Hilário do DIÁRIO DO AÇO.Crise não pode ser usada como desculpa, rebate sindicalistaO presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo (Sinsep), Marcos de Jesus Leandro, reclamou da “falta de contraproposta” da Prefeitura Municipal à campanha salarial da categoria, iniciada há dois meses.Segundo Marcos Leandro, “a crise não deve ser usada como desculpa” pela PMT para não conceder nenhum reajuste aos servidores. “Não dá para usar a crise como pretexto para os cerca de 3 mil trabalhadores. Essa é sempre a desculpa na época de negociação”, ressaltou.Além do reajuste salarial de 15,23%, a pauta de reivindicações dos servidores inclui vale-refeição de R$ 120, retroatividade dos percentuais do acordo de 2008, uniforme, plano de saúde com assistência odontológica, salário-maternidade e a unificação do Estatuto dos Servidores.
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