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14 de maio, de 2009 | 00:00

Metasita e Arcelor negociam no TRT

Sindicato quer novo PDV e empresa insiste em reduzir salários e jornada de trabalho

Arquivo/DA


O desembargador Caio de Almeida vai tentar a conciliação no TRT
TIMÓTEO – Representantes da ArcelorMittal Inox Brasil (antiga Acesita) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita) reúnem-se nesta quinta-feira, às 13h30, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte, para mais uma tentativa de resolver o impasse sobre a proposta da empresa de redução de salários e da jornada de trabalho na usina de Timóteo.A reunião de hoje, no TRT, será a primeira tentativa de conciliação entre as partes desde que o Metasita entrou com pedido de dissídio coletivo na Justiça de Trabalho. “Esperamos que, desta vez, a empresa se apresente, e com disposição para negociar, o que não ocorreu durante as duas reuniões de mediação realizadas pelo Ministério Público do Trabalho em Coronel Fabriciano”, manifestou-se o sindicato em boletim distribuído ontem à categoria.A negociação entre a ArcelorMittal e o Metasita será intermediada pelo vice-presidente do TRT-MG, desembargador Caio Luiz de Almeida Vieira de Melo, o mesmo que, em abril, concedeu uma liminar ao Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) proibindo a Usiminas de demitir funcionários, pelo período de um mês, e que culminou com o lançamento do Plano de Desligamento Voluntário (PDV).DissídioO Metasita adiantou que não aceitará a proposta de redução de salários e de jornada de trabalho, como pretende a siderúrgica de Timóteo. A decisão foi tomada pelos metalúrgicos em assembleias realizadas na semana passada: 90,5% dos participantes rejeitaram os cortes e referendaram o dissídio coletivo de natureza jurídica instaurado pelo sindicato.A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano informou que levará para a reunião no TRT-MG, como “referência negocial”, a proposta de implantação de um novo Plano de Desligamento Voluntário (PDV), já que o anterior, no início do ano, não contemplou os empregados dos setores de manutenção e operação.A entidade que representa os funcionários da ArcelorMittal Inox pretende cobrar também esclarecimentos sobre a real situação da empresa. De acordo com o Metasita, o setor de Recursos Humanos da empresa alega que não pode implantar um novo PDV porque não pode demitir, enquanto os gerentes dizem que haverá demissão em massa se os trabalhadores não aceitarem reduzir os salários.Clima de expectativaO presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Coronel Fabriciano e Timóteo (Metasita), Carlos Vasconcelos, disse ontem ao DIÁRIO DO AÇO que o clima é de expectativa em relação à reunião de hoje com a ArcelorMittal, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte.“Entre os empregados, o clima é de espera. Até o momento a empresa não deu nenhum posicionamento novo sobre o fato. Vamos reafirmar a nossa proposta do PDV”, afirmou o presidente do Metasita. O acordo coletivo proposto pela empresa diminui a jornada de trabalho dos 2.767 funcionários da usina de Timóteo em três dias por mês, o que representa um corte de 13,1% no salário.
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