15 de maio, de 2009 | 00:00
TRT marca outra audiência com Arcelor e Metasita
TIMÓTEO A audiência realizada ontem à tarde, com representantes da ArcelorMittal Inox Brasil (antiga Acesita) e o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Coronel Fabriciano e Timóteo (Metasita), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte, não teve nenhuma novidade em relação ao impasse sobre a proposta de redução de salários e da jornada de trabalho na siderúrgica.No encontro, mediado pelo desembargador Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, o Metasita e empresa discutiram o acordo coletivo para redução de jornada e dos salários em 13,1%. Como nenhuma das partes cedeu, o vice-presidente do TRT marcou uma nova audiência para a próxima terça-feira (19), às 16h30, na sede do Tribunal.A queda de braço entre sindicato e empresa teve início no mês passado, quando foi sugerido o acordo que afetará os 2.767 funcionários da usina de Timóteo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta em assembleia e o sindicato sugere a abertura de um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) para os funcionários interessados em se desligar da empresa.AlternativaO presidente do Metasita, Carlos Vasconcelos, disse que a entidade tentou sensibilizar o desembargador argumentando que a redução de salários não vai gerar tanta economia para a empresa. Tentamos manifestar que a proposta da empresa atinge a sobrevivência dos trabalhadores”, ressaltou.Segundo Vasconcelos, o acordo proposto pela ArcelorMittal não condiz com o momento de retomada da produção siderúrgica. O Alto Forno 2 voltou a funcionar, após quatro meses parado. A hora é de discutir melhores condições de trabalho. Como a empresa insiste na redução, vamos tentar construir uma alternativa na próxima reunião”, afirmou o sindicalista.PreocupaçãoPor meio do seu boletim interno Sintonia”, distribuído na semana passada, a empresa manifestou-se preocupada” com a recusa de sua proposta pelos empregados. A ArcelorMittal afirma que continuará negociando a obtenção do direito de fazer redução de jornada/salário e o banco de horas, nas instâncias legais cabíveis”.Entre os motivos apontados no boletim para a implantação do acordo está a queda da produção, que deverá se manter em 30% abaixo do normal. A empresa recorre ainda à queda dos preço do aço inox como justificativa para os cortes.
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