PREF IPATINGA 62 ANOS 728X90

16 de maio, de 2009 | 00:00

Carros perdem espaço nas ruas

Objetos são usados para “guardar” estacionamento

Roberto Bertozi


No bairro Veneza, bancos são utilizados para marcar espaço
IPATINGA – Pelas ruas de Ipatinga, especificamente em bairros onde o comércio é movimentado, a falta de vagas para veículos é uma realidade. Alheios a isso, comerciantes têm utilizado uma prática que deixa muito motorista irritado na hora de procurar um local para estacionar o carro. É comum ver cones, cavaletes e até cadeiras de bar cercando uma vaga em frente aos comércios, numa prática considerada ilegal, já que a rua é um local público.Outro agravante é levantado por Luís Henrique Alves, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Ipatinga (CDL). Ele alerta que a má utilização do espaço deixa os clientes sem um local para estacionar o carro, o que, em muitos casos, leva um potencial comprador a desistir de ir às lojas. Segundo Alves, diversas campanhas já foram feitas para conscientizar os comerciantes.“É comum alguns donos de lojas pagarem para colocar os carros em estacionamentos privados, exatamente para deixar as vagas para aqueles que desejam consumir. As vagas já são poucas, e ficar marcando com cadeiras ou cones deve ser evitado, a fim de priorizar o cliente”, orientou.FiscalizaçãoCabe à Prefeitura a responsabilidade pela fiscalização das vias públicas. Mas o poder público só pode tomar alguma medida após a Polícia Militar de Trânsito intervir na situação. Ao motorista, quando se sentir lesado pela utilização de cadeiras ou outros objetos no espaço destinado aos carros, cabe chamar a PM e fazer a denúncia.Feito isso, e após a Polícia Militar acionar a Prefeitura, será enviado ao local um fiscal de postura da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente para tomar as medidas necessárias.Paulo César Alvarenga Dias estava no Centro de Ipatinga na tarde de ontem, quando tentou parar o carro numa das vagas em que as cadeiras “marcavam” o lugar. Ele acabou surpreendido por um funcionário da loja, que o informou que o local era reservado. “Não quis criar caso, mas acredito que é preciso mais fiscalização por parte dos órgãos competentes”, reclamou.Fabriciano convive com a falta de estacionamentosCoronel Fabriciano tem uma frota estimada em 28.646 veículos. Diariamente, segundo cálculos da Prefeitura e da Associação Comercial de Fabriciano (Acicel), mais de 55 mil veículos circulam pelo Centro da cidade. Em relação ao número de vagas, as pouco mais de 50 nas ruas têm gerado um incômodo muito grande a motoristas, especialmente em horário comercial.Tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que visa criar 50 novas vagas. A ideia é acabar com o sufoco da falta de espaço e oferecer aos motoristas uma área na Praça da Estação. O local ficaria aberto ao público, inclusive em dias festivos e feriados. A taxa cobrada obedeceria aos mesmos valores da conhecida “faixa azul”.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário