19 de maio, de 2009 | 00:00

BR-381 na pauta de reunião em Brasília

Lideranças do Leste mineiro querem fim do impasse entre órgãos do governo

Agência Brasil


O ministro Alfredo Nascimento terá que explicar planos do governo para a BR-381 Norte
DA REDAÇÃO – Prefeitos, vereadores e lideranças de vários municípios cortados pela BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, participam nesta terça-feira, às 15h, em Brasília, de um encontro com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. A expectativa é que a reunião, agendada pelo deputado federal Vitor Penido (PFL-MG), esclareça os planos do governo federal para a chamada BR-381 Norte.O “SOS Estradas Federais de Minas Gerais”, movimento de cunho popular que nasceu em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e que se estendeu a outros municípios, não quer nem ouvir falar em cobrança de pedágio na BR-381 antes da duplicação e cobra o fim do impasse entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Por causa do impasse, o movimento vem promovendo paralisações mensais na rodovia.Os dois órgãos do governo têm propostas divergentes para a estrada. Enquanto o Dnit prevê a modernização da estrada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ANTT propõe a privatização da estrada, com o custeio da duplicação por meio da cobrança de pedágios.MobilizaçãoEm Caeté, um dos coordenadores do “Movimento SOS Estradas de Minas”, André Medeiros, disse que desde a primeira paralisação da BR-381, no dia 13 de março, até a mais recente, no dia 13 de maio, a luta pela duplicação da rodovia ganhou força e visibilidade. “A grande mídia, que praticamente ignorava a situação, passou a dedicar espaço à mobilização e, com isso, chegamos a Brasília. Agora, queremos resultados”, conrou.Além de rechaçar a cobrança antecipada de pedágios e um projeto que, supostamente, não condiz com a demanda da estrada, Medeiros explica que o movimento pede o fim do impasse entre os órgãos do governo com a definição do projeto que será aplicado e, além disso, medidas emergenciais, como redutores de velocidade, sinalização e fiscalização mais eficiente para reduzir acidentes.Para o coordenador do movimento, o fato de políticos de diferentes tendências terem encampado o movimento popular não significa desmobilização nem aceitação de propostas que não sejam as que atendam às necessidades de infraestrutura da rodovia. “Pretendemos fazer com que pelo menos 60% dos municípios parem a BR-381 até que vejamos os resultados práticos”, concluiu.
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