21 de maio, de 2009 | 00:00
Sindicalistas querem mais fiscalização nas empresas
FABRICIANO Integrantes da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), durante encontro regional ocorrido ontem, reivindicaram melhorias na fiscalização sobre as condições de trabalho no Vale do Aço, por parte dos órgãos federais. Atualmente, a Gerência Regional do Ministério do Trabalho em Ipatinga conta com apenas seis fiscais para atender a cerca de 20 mil empresas em 34 cidades sob a sua jurisdição. Isso é um absurdo”, criticou o presidente do Sinttrocel, José Célio Alvarenga.Além da questão envolvendo a fiscalização, também a crise econômica mundial foi tema dos debates. Presente ao encontro como convidado, o ex-deputado federal Sérgio Miranda disse que o momento atual revela a falência de um sistema econômico baseado no lucro e na especulação financeira”. Para ele, a crise não será rápida e deixará marcas profundas nas economias de todos os países. O movimento sindical tem o papel fundamental de garantir que as mudanças não sejam apenas na flexibilização das relações de trabalho e no arrocho salarial de milhões de trabalhadores”, afirmou o ex-deputado.Quatro eixosSérgio Miranda, que é consultor da NCST, informou que o Fórum Sindical dos Trabalhadores definiu quatro grandes campanhas como eixos da luta sindical nos próximos anos: contra as demissões imotivadas, fim do fator previdenciário, reajuste das aposentadorias e redução da jornada de trabalho para a geração de novos empregos.Além de representantes do Sinttrocel, participaram do encontro em Fabriciano dirigentes das Federações dos Trabalhadores Rodoviários (Fettrominas), dos Trabalhadores na Indústria de Vestuário (FTIV), dos Comerciários (Fecomércio) e dos Ferroviários (FTRF). Também estiveram presentes representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rodoviários de Teófilo Otoni, Itabira, Betim e Ouro Preto, e dos Comerciários de Juiz de Fora e Belo Horizonte.
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