29 de maio, de 2009 | 00:00
Reestruturação acionária da Usiminas aprovada pelo Cade
IPATINGA - A operação de reestruturação acionária da Usiminas, realizada no mês passado após a saída da Vale do grupo controlador da siderúrgica ipatinguense, foi aprovada na última quarta-feira pelo Conselho Administraivo de Defesa Econômica (Cade). O órgão sequer considerou necessário abalisar a operação.O conselheiro relator do processo, Olavo Chinaglia, argumentou que a participação de 5,89% de ações ordinárias que pertencia à Vale foi diluída proporcionalmente entre as demais empresas que já participavam do controle da Usiminas, que são a Nippon, a Camargo Corrêa e a Votorantim, e que adquiriram essas ações. Nada mudou no controle da empresa siderúrgica por causa da operação e nenhum acionista passou a deter mais controle do que outro por causa da aquisição das ações”, justificou.ImpactoO plenário acompanhou o voto do relator e, com isso, o Cade não viu necessidade de julgar o impacto do negócio que resultou na saída da Vale da Usiminas, porque entendeu que não houve mudanças substanciais no controle da empresa. Mesmo quando tinha participação acionária na Usiminas, a Vale já não detinha poder decisório nem poder de veto, embora pudesse indicar um dos membros do Conselho de Administração.Segundo informações de mercado, divulgadas à época do anúncio, a operação rendeu R$ 594,7 milhões ao caixa da Vale e foi finalizada quase um ano depois de a mineradora ter colocado à venda sua posição na Usiminas.
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