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02 de junho, de 2009 | 00:00

Método foi criado para alfabetizar os escravos

TIMÓTEO - A Educação de Jovens e Adultos (EJA) chegou ao Brasil na época do Império. Sua atual formatação é fruto do movimento construído desde a década de 20, em especial com a chegada dos imigrantes, na perspectiva de alfabetizar os descendentes de escravos que nunca puderam estudar, conforme explicou Analise de Jesus. Em Minas Gerais, a EJA abrange desde estudantes de 13 anos até uma aluna de 103 anos, que reside no Norte do Estado. Pesquisas mostram que 99,9% dos alunos da EJA são pessoas das camadas populares.A principal diferença entre a EJA e ensino regular é o perfil do público, segundo Analise. “São jovens, adultos, trabalhadores, pais e mães que já tiveram experiências anteriores que foram frustradas, ou por causa deles ou do sistema educacional”, conceituou. Outra diferença está na perspectiva. “Não trabalhamos com a compreensão de que a pessoa tem direito a diploma, e sim ao processo de educação. Elas têm o direito à escolarização e à educação ao longo da vida. Não existe época própria para estudar”, atesta Analise de Jesus.
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