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11 de junho, de 2009 | 00:00

Bom para uns, ruim para outros

Número de feriados divide opiniões de trabalhadores e empresários do Vale do Aço

Nivaldo Resende


Ruas vazias no centro de Ipatinga: cenário de todos os feriados
IPATINGA – Hoje é feriado e, em meio aos planos para “esticar” o fim de semana, uma polêmica volta ao centro das discussões: o grande número de “folgas” durante o ano. O número de feriados comemorados no país divide as opiniões. Com o desta quinta-feira, já são seis os feriados comemorados em pouco mais de cinco meses. Até o final do ano teremos mais sete feriados nacionais, sem contar os municipais.Por um lado, os trabalhadores adoram e acham que, quanto mais, melhor. Do outro lado, os empresários se dividem. Para o trabalhador a equação é simples: feriados significam mais horas de folga para diversão e solução de problemas pessoais. Os empresários, entretanto, acreditam que o número excessivo de feriados prejudica as vendas e se reflete na diminuição de receitas e geração de impostos.A reportagem do DIÁRIO DO AÇO aproveitou para ouvir empresários, lideranças e gente do povo sobre o assunto.Lado bom e lado ruimPara José Maria Facundes, presidente do Sindicato do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Vale do Aço (Sindcomércio), os feriados de dias santos, como o de Corpus Christi, nesta quinta-feira, Dia do Trabalho e emancipação de municípios deveriam ser retardados ou antecipados para coincidirem com os finais de semana, o que diminuiria o prejuízo que causam à economia.
Arquivo/DA


Facundes acha que alguns feriados são alavancadores de vendas
Facundes avalia que feriados como o Dia das Crianças (12 de outubro), Natal e Ano Novo são positivos, na medida em que incentivam as vendas e movimentam a economia com a contratação de trabalhadores temporários, gerando empregos e renda. “É preciso que alguém tenha a coragem de rever a questão dos feriados, elaborando um calendário que não faça a economia parar, como acontece nos dias atuais”, defende o presidente do Sindcomércio.PrejuízosO prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões (PT), concorda que o excesso de feriados é negativo para a economia dos municípios. “Os feriados são péssimos para o cidadão. Nós temos que conceder ponto facultativo a todos os servidores, pois não é justo dar folga ao pessoal administrativo e deixar os varredores de rua trabalhando. Interrompemos nossas atividades, o que prejudica a prestação de serviços”, argumenta.Para Simões, o excesso de feriados também é danoso para os comerciantes. “A interrupção prejudica o comércio, as lojas deixam de atender, e um dia a menos é prejudicial”, opina. Mesmo em casos de feriados municipais, a a paralisação das outras cidades traz reflexos negativos para os comerciantes locais.“Há um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados que prevê o remanejamento de feriados para as segundas-feiras. O objetivo é impedir os feriados no meio da semana, que acabam quebrando o ritmo de produtividade dos trabalhadores. Eu concordo com a proposta, desde que a mudança ocorra para feriados de menor expressão e sem origem religiosa”, conclui Simões.Nivaldo Resende
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