19 de junho, de 2009 | 00:00
Cooperativa contesta resolução do Contran
IPATINGA A Resolução 285/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tem deixado motoristas com CNH das categorias D e E preocupados. Isso porque, de acordo com nova decisão, condutores de veículos de passageiros e escolares, de cargas de produtos perigosos e de emergência, terão que passar por novo curso antes de 1º de julho, quando os órgãos de fiscalização vão começar a exigir a documentação.O curso é uma atualização prevista por lei sobre aspectos relacionados à legislação de trânsito, direção defensiva, noções de primeiros socorros, meio ambiente, convívio social e relacionamento interpessoal, prevenção de incêndios e manejo de produtos perigosos. Warley Martins, presidente da Cooperativa de Transportes Especiais de Ipatinga (Cootransesp), reclamou que, apesar de implantada desde janeiro, só agora a exigência veio à tona.O curso só pode ser ministrado pelo Serviço Social do Transporte (Sest/Senat), que cobra R$ 135. No Vale do Aço, os contatos podem ser feitos através do telefone (31) 3825-0578. O grande problema é que nesses casos o motorista que tiver cinco pontos da CNH não vai poder fazer o curso, já que, uma vez autuado, ele tem de esperar 12 meses até zerar os pontos. Como o governo vai passar a exigir o certificado do curso a partir de julho, muita gente pode ser prejudicada”, afirmou Martins.Descuido”A Resolução 285 foi publicada no dia 29 de julho de 2008, mas só entrou em vigor em janeiro deste ano. A fiscalização efetiva dos órgãos competentes começará em 1º de julho e o descuido, acredita Warley Martins, vai prejudicar muitos condutores de vans e outros veículos de passageiros e cargas.Tem o caso de empresa como a Autotrans ou Univale, que, ao descobrir que um motorista tem cinco pontos na CNH e não conseguirá fazer o curso, pode demiti-lo. Esperamos que algo seja feito para minimizar qualquer problema aos trabalhadores”, cobrou o presidente da Cooperativa de Transportes Especiais.EncontroUma comissão de vereadores de Ipatinga pretende se reunir com o presidente do Contran, Alfredo Peres, na semana que vem, em Brasília, para discutir os cursos exigidos e a situação dos motoristas. De acordo com o vereador Nardyello Rocha (PMDB), presidente da Comissão de Transporte, Urbanismo e Meio Ambiente da Câmara de Ipatinga, será feito um pedido formal para que a fiscalização seja iniciada em outra data, dando mais tempo para os motoristas se prepararem.A grande questão não é nem o preço que eles vão pagar ou o tempo de curso, de aproximadamente 16h. O problema é o condutor que já tem cinco pontos na CNH não poder fazer o curso e ser prejudicado”, reforçou o vereador do PMDB.
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