10 de julho, de 2009 | 00:00

IEF implanta projetos para a recuperação do rio Doce

DA REDAÇÃO - O Instituto Estadual de Florestas (IEF) está implantando dois projetos de recuperação ambiental, que serão financiados pelo Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro), na região da bacia do rio Doce. O projeto “Recuperação ambiental de áreas degradadas no município de Governador Valadares” teve início em junho e o “Recuperação dos recursos hídricos da microbacia do córrego do Baixio, bacia do rio Doce, município de São Geraldo do Baixio” deverá começar em agosto. Segundo a assessora de Desenvolvimento e Conservação Florestal do IEF, Regina Camargos, o projeto desenvolvido em Valadares pretende executar trabalhos de recuperação de solo e vegetação em parcelas que totalizam 100 hectares. “A prioridade é para áreas de recarga hídrica, de Preservação Permanente (APP), Reservas Legais e áreas no entorno dessas”, detalhou. Essas áreas de atuação estão situadas nas microbacias dos córregos Nova América, Brejaúba e Água Limpa, contribuintes do córrego Ferrugem.O outro projeto que visa a recuperação dos recursos hídricos na bacia do rio Doce pretende consolidar o processo de conscientização da comunidade e ampliar as práticas de recuperação e conservação de bacias hidrográficas na região. “Para isso, serão aplicadas ações voltadas para a educação ambiental e recuperação da cobertura vegetal nativa em APP, áreas de recarga hídrica, a melhoria da capacidade de infiltração do solo e o enriquecimento do lençol freático”, explicou a assessora. DegradaçãoO estado atual de degradação ambiental do médio rio Doce, com áreas de total exposição do solo, pode ser considerado um indício de desertificação, o que pode implicar danos irreversíveis aos recursos hídricos caso não aconteça uma recuperação dessas áreas. “Acreditamos, que com essas medidas, vamos contribuir para a reversão do quadro de degradação da bacia do rio Doce, tendo como referência uma das áreas onde os processos erosivos se mostram mais graves e evidentes”, afirmou Regina Camargos. A previsão que os dois projeto estejam concluídos até 2012, com investimentos da ordem de R$ 2 milhões.
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