19 de julho, de 2009 | 00:00

Sintmcelf aguarda parecer sobre piso nacional para professores

FABRICIANO – O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Municipal de Coronel Fabriciano (Sintmcelf) aguarda retorno da administração sobre a contraproposta relacionada à aplicação do piso salarial para professores e do Plano de Carreira da Educação. A entidade, após avaliar o projeto de lei do Executivo, propôs e encaminhou algumas mudanças à Secretaria de Educação, no início do mês. O prazo para a PMCF revelar seu parecer expirou, mas foi pedida prorrogação para analisar as reivindicações.Os professores exigem o pagamento do piso na integralidade. Atualmente, o valor é de R$ 1.132,40. O município quer pagar proporcionalmente às horas trabalhadas. A carga horária na rede municipal é de 24 horas semanais. Além do valor do piso, o sindicato reclama das mudanças que a administração sugere no plano de carreira em vigor. Segundo a presidente do Sintmcelf, Sirlene Vaz de Moura, a Prefeitura quer cortar o anuênio de 1% e mudar os prazos de promoções e progressões. “Atualmente, a progressão é feita a cada dois anos com aumento de 2% do salário, e o governo quer aumentar para três anos com percentual de 3%. A promoção é a cada 2 anos e meio, e a Prefeitura quer passar para três anos. Não concordamos com isso. Dessa forma, sairemos no prejuízo. Queremos a manutenção do plano de carreira”, declarou a presidente.Outra reivindicação do sindicato é a manutenção do Hepac (Hora de Estudo Pedagógico e Avaliação Coletiva), que garante aos educadores um adicional de 20%. A categoria também pede a extensão da licença-maternidade para seis meses. ProporcionalO prefeito Chico Simões (PT) informou que vai aplicar o piso nacional considerando a proporcionalidade das horas trabalhadas. “Posso adiantar que iremos cumprir rigorosamente o que a lei do piso salarial determina, e dentro da nossa realidade. Se a carga horária é de 24 horas, não tem sentido pagar a integralidade, haja vista que a lei determina o piso para até quarenta horas semanais. Assim, o pagamento deve ser proporcional”, argumentou o prefeito.
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