22 de julho, de 2009 | 00:00

Eucaliptos motivam audiência pública sexta-feira, no Naque

Vereadores preocupados com o plantio de eucalipto e “capina química”

ACS/CMN


Vereador Elias Tomaz (PSB) critica o passivo ambiental deixado pelos eucaliptos
NAQUE - A Câmara Municipal do Naque realiza nesta sexta-feira (24) uma audiência pública para discutir questões ligadas à preservação do meio ambiente e ao plantio de eucalipto no município. Sob o tema “Limite da Preservação Natural e Capina Química”, o evento acontecerá no auditório da Câmara, às 19h30, atendendo a requerimento do vereador Elias Tomaz (PSB).  Duas palestras serão ministradas por Maria Helena Batista Murta, diretora operacional da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, e José César Ferreira de Souza, consultor ambiental. Elias informou que foram convidados para a audiência representantes do Executivo, Judiciário, Ministério Público, Cenibra, produtores e sindicatos dos produtores rurais de toda a região, e que a maior preocupação é com relação à necessidade de preservação das nascentes. “Água é um assunto que diz respeito a todos nós. Não podemos ficar parados vendo os recursos naturais serem prejudicados em nome do desenvolvimento a qualquer custo”, justificou.EucaliptoO vereador é autor de um projeto, subscrito também pelo presidente da Câmara, Jeová Santos (PT), Marquinho do Depósito (PT), Paulo Barreto (PMDB) e Gezo Rodrigues (PMDB), prevendo a distância mínima de 100 metros para preservação das nascentes da cidade. “O uso indiscriminado de herbicida causa danos potenciais ao ambiente e à saúde humana. É comum encontrarmos no município animais, aves, répteis e peixes mortos pela ingestão de agrotóxicos. Isso é muito preocupante”, denunciou.Outra preocupação apontada pelos vereadores é que possa estar ocorrendo o plantio “desenfreado” de eucalipto no pequeno município, com pouco mais de 7 mil habitantes. Segundo Elias, não há na cidade qualquer evidência de compensação social ou ecológica do impacto ambiental da monocultura do eucalipto. “Não vamos nos contentar apenas com os discursos vazios sobre o reflorestamento. Sabemos que cada pé de eucalipto consome mais de 540 litros de água por ano. A natureza precisa ser preservada ou compensada por essa agressão, porque isso não é mito, é realidade”, encerrou.
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