25 de julho, de 2009 | 00:00
Siderurgia focada no setor petrolífero
Divulgação
Falta de incentivos não afasta investimentos para atender a demanda da indústria petrolífera
IPATINGA - Apesar da tributação em 12% a título do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), alguns setores que em outros Estados recebem incentivos fiscais insistem em investir e produzir em Minas Gerais. Um exemplo disso é a decisão da Usiminas de investir R$ 215 milhões no refino secundário da Aciaria 2, para a produção de aços nobres, que vai atender principalmente os setores de petróleo com a exploração da camada oceânica do pré-sal, gás natural e automotivo. Questionado sobre a decisão do investimento, apesar da falta de incentivos fiscais, e da precariedade da infraestrutura rodoviária, o presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, foi enfático: Infelizmente ainda não temos um programa específico de incentivo fiscal para esse setor, como acontece em outros Estados”, admitiu. PlataformasO setor a que o presidente da Usiminas se refere, além de produzir aços especiais para a indústria petrolífera, também destina produtos para a indústria naval. A Usiminas, destaca Castello Branco, contribui com produção na usina Intendente Câmara e na Usiminas Mecânica. Como exemplo, Castello Branco lembrou que foram produzidas na Usimec, em Ipatinga, todas as principais vigas para a P-55, uma das mais recentes plataformas de exploração de petróleo da Petrobras. A Usiminas Mecânica tem um programação para estar mais presente na construção de plataformas, e hoje já sai periodicamente material de Ipatinga para as plataformas em fase de montagem no Rio Grande do Sul”, complementou o presidente.
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