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31 de julho, de 2009 | 00:00

“Alfabetizar” alcança objetivos

Período experimental de férias comprova funcionalidade do programa


A professora Durcie Helena diz que as crianças participaram e aprenderam mais
IPATINGA - Cerca de 1.500 pessoas participaram ontem (30) do encerramento do projeto Alfabetizar em Tempo de Férias, na Escola Municipal Arthur Bernardes, no Canaã. Entre elas, 1.300 crianças e 120 profissionais, 55 deles professores contratados pela PMI, por meio da Secretaria de Educação, para desenvolver a iniciativa.O prefeito Robson Gomes (PPS) destacou que o projeto é uma prova da competência dos servidores, e enfatizou que até o final do ano atingirá o objetivo de ensinar toda criança de oito a dez anos matriculada na rede municipal a ler e escrever corretamente, e a dominar conceitos básicos de matemática.“O aprendizado dos alunos melhorou. Essa experiência inovadora devolveu a estas crianças a energia e o gosto pelo estudo”, detalhou o prefeito. A PMI quer ampliar o projeto e implantar a metodologia no primeiro ciclo do ensino fundamental da rede escolar municipal, de acordo com as particularidades de cada instituição.A secretária de Educação, Célia Pedrosa, diz que valeu a pena o esforço. “Alcançamos o objetivo de qualificar a educação no município de forma significativa e prazerosa, e foi uma alegria ter as crianças conosco nas férias”, concluiu.O projeto Alfabetizar em Tempo de Férias teve início em junho e terá sequência no segundo semestre escolar que começa na segunda-feira (3). A Prefeitura de Ipatinga investiu mais de R$ 465 mil - incluindo a compra de materiais didáticos diferenciados. Os professores passaram por uma formação e continuarão recebendo capacitação até o final do ano.
Fotos: José Barbosa/ACS PMI


A professora alfabetizadora da E.M. Márcio Andrade Guerra, Eliana de Oliveira e Sá, e os alunos Enmarlon Fernandes de Oliveira e Tallison Andrade Rodrigues
Professores aprovamA professora da E.M. Márcio Andrade Guerra, Eliana de Oliveira e Sá, entrou na rede para atender o projeto de férias. Ela diz que “o mais interessante foi poder vivenciar uma experiência individual e trabalhar com crianças com necessidades de atenção especial, oportunidade e carinho para descobrir as letras”.Eliana reforça que os alunos descobriram que são capazes de aprender, e os profissionais saíram realizados da experiência. A professora Durcie Helena Oliveira ressalta que o convívio foi melhor porque as crianças participaram mais e tiveram tempo individualizado com os professores, e que por isso aprenderam mais.O integrante do grupo Capoeira Lenço de Seda, Alexandre Oliveira de Carvalho, ministrou uma das oficinas de música. Ele diz que viu diferença em ministrar a aula no ambiente escolar. “Os alunos tiveram uma convivência maior com colegas e professores e um contato com diferentes atividades culturais, e toda arte exige atenção e coordenação”, esclareceu.Aprendizado lúdicoA idade ideal para aprender a ler e a escrever é até os sete anos. Estudantes da E.M. Márcio Andrade Guerra, Enmarlon Fernandes de Oliveira e Tallison Andrade Rodrigues, de oito anos de idade, conheciam as letras, mas não sabiam ler, o que aprenderam durante as férias. Eles explicam que o aprendizado foi atingido por meio de jogos didáticos como Puxa Palavras e Caça Palavras. “Achei mais legal aprender a ler com brincadeiras”, opinou Tallison.Maria Aparecida do Carmo, mãe de um aluno de nove anos, portador da síndrome de Down e estudante da E.M. Nelcina Rosa de Jesus, diz que “foi muito bom para ele participar do projeto. Ele gostou tanto que não quer faltar nenhum dia daqui pra frente”, conta. O estudante que não sabia escrever nem o próprio nome, aprendeu a escrever diversas palavras e frases nas oficinas.
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