31 de julho, de 2009 | 00:00
Absolvição no caso João Calazans recebe críticas
Audiência pública em Caratinga levantará debate sobre o caso
DA REDAÇÃO Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Coronel Fabriciano e Timóteo (Metasita), o sindicalista Kléber William enviou ontem uma nota ao DIÁRIO DO AÇO criticando a absolvição das pessoas que, até o julgamento, eram acusadas pelo assassinato do coordenador João Calazans, do Acampamento Chico Mendes dos Trabalhadores Sem-Terra, no município de Pingo dÁgua, ocorrido no dia 11 de dezembro de 2007. Segundo o promotor de Justiça, Flávio César de Almeida Santos, apesar de o Ministério Público ser o órgão a quem cabe a função de fazer a acusação, no caso dos acusados em questão as dificuldades foram enormes, devido à falta de provas consistentes em função de falhas no processo de investigação.Não faço defesa de A ou B, o que faço é juízo de certeza ou não e, nesse caso, não há a certeza da autoria do crime pelos acusados”, afirmou o promotor. Após mais de quatro horas de julgamento, a sentença foi proferida pelo juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro, que proferiu a sentença de absolvição decidida pelo júri popular.Ainda segundo Kléber Willian, a decisão causou uma grande revolta nos familiares e amigos da vítima. Dois caminhos serão percorridos para que a morte de João Calazans não seja mais uma voz barbaramente calada no movimento social.
O primeiro será a convocação de uma audiência pública em Caratinga, com o objetivo de fazer um debate com a sociedade e os órgãos competentes a respeito do assassinato. O segundo será a busca das formas de retomar o processo investigatório de apuração”, conclui o sindicalista.
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