02 de agosto, de 2009 | 00:00

Audiência debate Apac em Ipatinga

Regional 4 e empresários avaliam impactos da unidade no Veneza II

Arquivo/DA


Área ao lado do Ceresp, rejeitada para o CIA, agora pode receber Apac
IPATINGA – Moradores da Regional 4, formada entre outros pelos bairros Veneza II, Centro e Planalto, do bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso, e representantes do Distrito Industrial de Ipatinga vão se encontrar com vereadores e representantes do município e do Judiciário nesta segunda-feira (3), às 15h, na Câmara de Ipatinga, para avaliar a proposta de implantação da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac). A instalação da Apac em Ipatinga é uma proposta do poder Judiciário, com recursos orçamentários assegurados pelo governo estadual e contrapartida do município para a cessão do terreno para a construção. Após a mobilização dos moradores do bairro Forquilha, que reagiram contra a construção da Apac naquele bairro, agora os moradores da Regional 4 e empresários do Distrito Industrial também exigem esclarecimentos. Querem saber das implicações da instalação em uma área próxima ao Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp), no alto do bairro Veneza II, que chegou a ser anteriormente destinada à construção do Centro de Atendimento Socioeducativo de Adolescentes (CIA). AlternativoA Apac é uma entidade destinada a recuperar condenados que tenham cometido crimes de menor potencial ofensivo, evitando a superlotação no sistema prisional convencional. Com uma série de oficinas profissionalizantes, por meio de um método de penas alternativas, o modelo já está em funcionamento em diversas cidades mineiras, com resultados altamente positivos, segundo o Judiciário mineiro. No entanto, a proposta tem esbarrado na falta de opções de áreas para a instalação da unidade e enfrenta a resistência da população, desconfiada em relação à proposta de um modelo “aberto” em relação ao que se conhece em termos de sistema prisional. Nas entrevistas que o DIÁRIO DO AÇO fez quando da mobilização no bairro Forquilha contra o que a população do lugar convencionou chamar de “cadeia”, uma das principais observações é que a maioria das pessoas desconhecia a proposta da Apac. Os moradores reclamaram da falta de informações e, principalmente, da falta de discussão pública do tema na própria comunidade.O que já foi publicado:Estado confirma CIA e Apac em Ipatinga“Cadeia, não”Juíza admite rever projeto
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