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08 de agosto, de 2009 | 00:00

Expectativa de mais segurança

Vizinhos da antiga cadeia esperam mudanças para queda da criminalidade

Wôlmer Ezequiel


A cadeia pode virar escola infantil ou outro espaço de inclusão social
FABRICIANO – A notícia da doação do terreno e prédio da antiga cadeia pública de Coronel Fabriciano para o município trouxe esperança e foi bem recebida pelos moradores da redondeza. A doação aguarda sanção do governo do Estado, após a aprovação, pela Assembleia Legislativa, do projeto de lei 2438/2008, que autoriza a entrega. O prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões (PT), tem planos para construir no local equipamento voltado à prestação de serviço social para a comunidade do bairro Manoel Domingos. “Vamos fazer algo na área social ou da educação”, antecipou. Essa determinação tranquiliza os moradores das imediações, que antes viviam em clima tenso, devido às constantes fugas e rebeliões na cadeia desativada.O prefeito aguarda o sancionamento da lei para iniciar o projeto. “Esperamos ter esse documento em mãos para começar a trabalhar. Queremos começar a mexer no prédio ainda este ano, mas a burocracia que envolve o processo é muito grande”, comentou. Chico Simões disse também que pretende manter alguma coisa da atual estrutura da cadeia. Uma equipe de arquitetos já está vistoriando o local para estudar as possibilidades. “Talvez vamos deixar intacta a cela da solitária. Queremos que alguma coisa seja aproveitada para as gerações futuras saberem o que era essa cadeia e em que ela se transformou”, falou o prefeito.Chico Simões reafirmou que o espaço será de inclusão social. Ele poderá se transformar em escola infantil ou um centro de treinamento de professores, entre outras opções em estudo. Espera Enquanto os políticos se ocupam da burocracia do processo de liberação da área, os moradores da vizinhança esperam com ansiedade por mudanças no espaço. Desde que a cadeia foi desativada, em fevereiro de 2008, a segurança do bairro ficou comprometida, conforme alega a maioria dos moradores. A dona de casa Claudinéia Aparecida Gomes reside no lugar há seis anos e reclama da falta de policiamento. “Antes era ruim porque os presos sempre fugiam e a gente ficava com medo, mas pelo menos tínhamos polícia no local. Agora tem muito marginal vendendo droga por aqui o dia todo. E muitos usam o prédio para se esconder”, declarou. Segundo Claudinéia Gomes, desde a desativação a comunidade estava apreensiva para conhecer a nova finalidade que terá o prédio. “Precisamos de melhoras urgentes para termos mais segurança”, comentou. Outra moradora, que reside no local há 14 anos e não quis se identificar, fez as mesmas reclamações. “Isso aqui virou ponto de droga e prostituição. A partir das 19h já fica perigoso circular nas proximidades do prédio. A situação está terrível”, pontuou. Ao saber das possibilidades de obras no local, a moradora demonstrou esperança. “Tenho onze netos e meu sonho sempre foi ver por aqui coisas boas para a comunidade”, frisou a moradora.Polliane Torres
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