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12 de agosto, de 2009 | 00:00

Falta discussão pública para Apac

Dirigente de ONG afirma que entidade precisa ganhar o debate público

Wôlmer Ezequiel


Rosileide: “sociedade precisa conhecer benefícios da Apac”
IPATINGA – “A implantação da Associação de Assistência e Proteção ao Condenado (Apac) em Ipatinga só deve sair do papel se as autoridades conquistarem a base”. A afirmação é da instrutora da Apac, Rosileide Rodrigues Pereira, dirigente da organização não governamental “Instituto de Programa Social Re” (Prosre).Rosileide, que trabalha com ações de inclusão social plena, afirma que a sociedade brasileira tem, historicamente, um comportamento preconceituoso em relação à pessoa que já cumpriu pena, e o assunto Apac, por se tratar de algo desconhecido da maioria, também enfrenta resistências. “Poucos são os que acreditam na capacidade de recuperação da pessoa humana e a Apac mostra isso com o índice de reincidência de apenas 8,64%. Isso significa que, de cada 100 pessoas que cumprem pena na Apac, menos de nove voltam a praticar delitos”, compara. Inicialmente rejeitada pelos moradores do bairro Forquilha, a Apac Ipatinga agora enfrenta resistência de moradores da Regional 2 e dos empresários do Distrito Industrial de Ipatinga, após a mudança da área indicada para a construção da sede da entidade, do bairro Forquilha para um terreno perto do Ceresp. Na avaliação de Rosileide, que acompanhou as reuniões iniciais para a implantação da Apac em Timóteo, faltou em Ipatinga primeiro ampliar a discussão com a sociedade, antes da divulgação da proposta. “A prova disso é que, em Timóteo, onde o assunto Apac foi discutido inicialmente na comunidade, não há resistência ao projeto. Temos várias entidades e segmentos que sonham em ter o projeto implantado lá”, afirma. A solução para Ipatinga, prevê a instrutora, é retomar a discussão do método Apac junto aos segmentos sociais, do empresariado às associações de bairro. “Falta esclarecer os benefícios que a Apac traz na recuperação do ser humano”, afirma. O que é?A Associação de Assistência e Proteção ao Condenado (Apac) é um projeto coordenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio do Projeto Novos Rumos na Execução Penal. A proposta é instalar nas comarcas unidades da Apac para cuidar das penas alternativas para condenados, evitar a superlotação nas cadeias e penitenciárias e permitir um novo modelo de inclusão do condenado que acaba de cumprir pena.O método prevê a humanização das prisões, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena. O que já foi publicado:Audiência debate Apac em Ipatinga
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