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20 de agosto, de 2009 | 00:00

Paralisação sem fim na Coqueira 3

Contraproposta da RIP ThyssenKrupp, a ser apresentada amanhã, exige volta ao trabalho em obra na área da Usiminas

Alex Ferreira


Operários da RIP estão parados desde quarta-feira

 
IPATINGA – Uma reunião na manhã desta sexta-feira vai apresentar uma contraproposta para o fim da paralisação dos operários da Refratários Isolamento e Pintura (RIP), empresa do grupo alemão ThyssenKrupp Services S.A que atua na construção da Coqueria 3 da Usiminas.
 
A paralisação chegou hoje ao terceiro dia e até agora está sem previsão de término.
 
O advogado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Ipatinga, Natanael Gusmão, confirma que depois de uma quinta-feira com várias reuniões para tratar do assunto com dirigentes da RIP, foram visualizados avanços.
 
O presidente do Sindicato dos Empregados na Construção Civil, Sebastião Chaves, o Tazinho, confirma que alguns dos itens solicitados pelos operários serão atendidos, mas a empresa está irredutível na exigência da volta imediata ao trabalho.
 
“A RIP tem um contrato a cumprir e não se encontra no mercado operários para fazer uma substituição rapida”, explica. 
 
A greve dos operários foi iniciada sem os procedimentos legais, coordenados por uma entidade sindical, que só entrou na discussão depois que os trabalhadores estavam concentrados, parados na Portaria 2.
 
Caso não haja acordo com os trabalhadores da RIP hoje na portaria da Usiminas, o caso será discutido à tarde em audiência com o Procurador Regional do Trabalho, Adolfo Jacob, em Coronel Fabriciano.
 
Contraproposta
Entre os itens em que a RIP aceita avançar está a mudança no horário dos ônibus do transporte dos operários, instalação de mais relógios de ponto, para evitar que operários no fim da fila percam o horário, mais três ônibus para facilitar o transporte na entrada e saída do trabalho e a garantia da hora extra a 100% aos sábados, além dos domingos e feriados.
 
Um dos pontos mais controversos, no entanto, a equiparão salarial entre pedreiros e ajudantes é uma indefinição, mas não está descartada a possibilidade de uma negociação. Entre os 650 operários pelo menos 300 são pedreiros refrataristas.
 
Por causa da paralisação, a RIP demitiu nesta quinta-feira pelo menos oito empregados identificados como líderes do movimento.
 
O advogado Natanael Gusmão admite que muitas das reivindicações dos operários são justas e, em caso de dissídio coletivo os trabalhadores poderiam facilmente ganhar a causa.
 
“O sindicato tem o direto e o dever de fiscalizar as condições de trabalho e, se preciso, levar inclusive o Ministério Público”, reconhece.
 
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