21 de agosto, de 2009 | 00:00
Metalúrgicos em assembleia hoje
Trabalhadores da ArcelorMittal discutem pauta de reivindicações
TIMÓTEO De olho nas negociações salariais 2009/2010, metalúrgicos da ArcelorMittal Inox Brasil reúnem-se hoje em assembleia no Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita). Os trabalhadores farão a indicação das questões que serão elencadas na pauta a ser entregue até o dia 15 de setembro à direção da siderúrgica. O presidente do Metasita, Carlos Vasconcelos, explica que a abertura da campanha salarial será precedida de um debate sobre o corte de direitos que a empresa anunciou na semana passada, como resultado de um estudo dos agentes ambientais insalubres. Segundo Carlos Vasconcelos, a Arcelor contratou, em 2007, uma empresa para fazer o levantamento e excluiu o Metasita dos estudos, o que contraria item previsto no acordo coletivo de trabalho. Há 20 anos esse estudo era realizado com a participação de representantes do Metasita”, explica.Como resultado do trabalho, a ArcelorMittal anunciou, na semana passada, que aproximadamente 30% do quadro de funcionários será atingido com o corte do adicional de insalubridade. O benefício, que varia de 20% a 40% do salário mínimo, é pago de acordo com a situação a que o trabalhador encontra-se exposto, como calor, graxa, gases, poeira, ruídos, solventes, entre outros fatores. Todo trabalhador que atua em um ambiente agressivo faz jus ao adicional de insalubridade”, lembra o presidente do Metasita.Carlos Vasconcelos também discorda do principal argumento para o corte do adicional, que são os anunciados investimentos da empresa para aumentar a segurança e melhorar o ambiente de trabalho. Temos como provar, em números, que a situação não é bem assim”, conclui o sindicalista. PautaEm relação à campanha salarial 2009/2010, o presidente do Metasita explica que, na assembleia de hoje, serão discutidos os pontos, colhidas sugestões para elaboração da pauta que até 15 de setembro será entregue à ArcelorMittal. O sindicalista afirma que a crise do primeiro semestre de 2009 não deve mais ser usada como argumento para o fechamento do acordo coletivo. Vasconcelos lembra que uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que, mesmo no período de maior impacto da crise financeira, mais de 80% dos acordos salariais fechados garantiram a correção das perdas com a inflação e, ao mesmo tempo, um ganho real de 1% a 2%. A única prejudicada pode ser a PLR, mas devemos ressaltar que neste segundo semestre há reaquecimento da atividade econômica. Várias empresas já refazem os cálculos em função da retomada do crescimento e os resultados não são desanimadores”, ressalta Carlos Vasconcelos.
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