22 de agosto, de 2009 | 00:00

Defesa questiona suspensão da ETE

Copasa vai insistir em construir estação no bairro Santa Terezinha

Wôlmer Ezequiel


Valério Máximo: “Liminar que suspende construção da ETE é contra o povo de Fabriciano”
FABRICIANO – A Companhia de Saneamento de Minas Gerais, concessionária dos serviços de água e esgoto em Coronel Fabriciano, já prepara recurso contra a liminar da Justiça da comarca que, no dia 14 de agosto, acatou o pedido do Ministério Público (MP) e suspendeu as licenças ambientais para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no município. O diretor operacional da Copasa, Valério Máximo, confirma que a concessionária deverá utilizar os dez dias regimentais para apresentar a sua defesa. “É uma decisão contrária aos interesses da população de Fabriciano, da Copasa e do Executivo. Temos o direito e o dever de recorrer dessa liminar”, argumenta. Ao fundamentar a Ação Civil Pública (ACP), em que pediu a liminar para suspender as obras da ETE, o representante do MP relacionou como uma das razões o fato de a unidade exalar gás sulfídrico, que possui odor semelhante a ovo podre. Questionado sobre o assunto, o diretor da Copasa explicou que todo o gás gerado é colhido por tubulações e levado aos queimadores para evitar que vazem para o ambiente. Já os gases tóxicos são coletados e filtrados para evitar odores. Para isso, acrescenta o diretor, existem tecnologias já aplicadas e outras em fase de desenvolvimento para resolver a questão. “Hora alguma a Copasa vai cruzar os braços diante de problemas ambientais”, assegurou o diretor.LocalizaçãoSobre a mudança do local para a construção da ETE em Fabriciano, Valério Máximo garante que isso não foi discutido porque a Copasa não trabalha com essa possibilidade. Segundo o diretor, estudos encomendados pela concessionária mostraram que as outras opções apontadas são economicamente inviáveis, principalmente pelo gasto elevado de energia elétrica. Entre as alternativas descartadas está o bombeamento do esgoto para uma eventual estação na área do antigo lixão.Conforme Valério Máximo, é um equívoco afirmar que o projeto da ETE para Fabriciano não trata esgoto industrial e que o funcionamento do equipamento é de baixo rendimento, conforme consta da ACP do MP. “O projeto foi elaborado com o atendimento da legislação ambiental e procurou alternativas ambientalmente viáveis”, afirmou. InvestimentoO sistema para o tratamento de esgoto em Fabriciano já custou R$ 60 milhões, investidos na construção dos interceptores, redes coletoras e estações elevatórias. O cronograma da concessionária previa a conclusão da ETE e o início do tratamento de esgoto até o fim de 2009. Com o atraso provocado pela discussão em torno da localização da ETE, o cronograma já apresenta atraso. O questionamento sobre o local da construção no bairro Santa Terezinha começou ainda em 2008, inicialmente com condôminos do Aldeia do Lago, e depois com a adesão de moradores de bairros próximos. O projeto para a construção da ETE no local, no entanto, existe desde 2004, quando o então  prefeito Paulo Almir Antunes assinou a renovação do contrato da Copasa com o município, incluindo o pacote de obras e investimentos para o tratamento de esgoto.
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