26 de agosto, de 2009 | 00:00
Gerência do Trabalho volta a atender
Órgão do Ministério do Trabalho reabre hoje em Ipatinga após paralisação de servidores por 24 horas.
IPATINGA Cerca de 20 servidores da Gerência Regional do Trabalho, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - antiga Delegacia do Trabalho na rua Diamantina -, voltam ao trabalho hoje, depois de terem adereido ontem à paralisação nacional da categoria.Os servidores querem a definição de um plano de carreira específico para a área e ameaçam deflagrar greve nacional, caso o governo Lula não atenda suas reivindicações.
A Associação dos Servidores das Superintendências Regionais do Trabalho (Asdert) explica que a paralisação de ontem foi mais um protesto pela falta de diálogo com o governo Lula, que se recusa à abertura de negociações para tratar da questão. Em julho, os servidores já tinham feito uma paralisação, porém com baixa adesão. Com os impactos da paralisação desta terça-feira, os servidores do MTE esperam que o governo estabeleça um grupo de trabalho para discutir o plano de carreira. Caso isso não ocorra, os servidores vão partir para uma greve por tempo indeterminado.ConsequênciasCom a Gerência Regional do Trabalho fechada muitas pessoas ficaram sem atendimento. O transtorno foi maior para as pessoas que vieram de municípios e áreas rurais mais distantes em busca do seguro-desemprego, homologação ou para tirar a carteira de trabalho. Cleider de Paula Alves, morador de Córrego Novo, foi um dos trabalhadores que perderam a viagem a Ipatinga. Cleider queria dar entrada no requerimento do seguro desemprego, mas depois de enfrentar quase duas horas de ônibus para chegar deu de cara com as portas da Gerência do Trabalho fechadas. A saída será voltar amanhã”, afirmou, aborrecido. Na mesma situação, Ideir Inácio de Paula, da zona rural de Iapu, olhava incrédulo para um cartaz na porta do atendimento na repartição pública, com a informação sobre a paralisação. ProtestoSegundo funcionários da Gerência do Trabalho em Ipatinga, uma média diária de 500 pessoas é atendida no órgão público federal. A metade é atendida no primeiro piso, espaço apropriado para quem vai requerer o seguro-desemprego, registro profissional e a carteira. O atendimento no segundo piso é destinado a rescisões de contrato de trabalho, autuações de empresas por procedimento incorreto, além de prestação de serviços de informação.Segundo os servidores, enquanto o salário inicial de um servidor concursado do Ministério do Trabalho é de R$ 1.200, no INSS esse salário chega a R$ 3.200 e, na Receita Federal, R$ 4 mil.Alex Ferreira
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