26 de agosto, de 2009 | 00:00
Zinho condenado na Justiça Eleitoral
Ex-secretário de Quintão terá que cumprir sentença com trabalhos comunitários, caso não consiga suspender sentença.
IPATINGA O ex-secretário do prefeito cassado, Sebastião Quintão, e também um dos principais articuladores políticos do governo anterior, Paulo Sérgio Julião, o Zinho, foi condenado por crime eleitoral cometido em 2004 na 131ª Zona Eleitoral de Ipatinga.
Zinho tinha sido denunciado pelo Ministério Público Eleitoral em 21 de julho de 2008, por calúnia e difamação.
Juntamente com Valter Gualberto de Miranda, Zinho foi acusado de mandar produzir, divulgar e distribuir em Ipatinga panfletos de propaganda eleitoral de conteúdo calunioso e difamatório contra o candidato a prefeito João Magno de Moura (PT), com o objetivo de influenciar eleitores a não votarem no petista em 2004.
Consta da sentença proferida em 19 de agosto pela juiza eleitoral Maria Aparecida de Oliveira Grossi Andrade, publicada no átrio do Fórum Valéria Vieira Alves, que o acusado Valter Gualberto acatou uma proposta de suspensão condicional do processo, com a prestação de serviços comunitários. No entanto, Zinho insistiu em provar que não tinha cometido crime eleitoral.
O processo resultou na sentença que condenou Zinho a uma pena de sete meses de detenção e 30 dias-multa.
A juíza eleitoral, Maria Aparecida de Oliveira Grossi, no entanto, arbitrou o valor em um décimo do salário mínimo e substituiu a pena da prisão por uma pena restritiva de direitos, determinando que o condenado preste serviços à comunidade por um período de sete meses, a ser cumprida em entidade a ser designada pelo juiz da Execução Penal.
Se ocorrer o descumprimento da injustificado da restrição imposta a pena restritiva de direitos será convertida em privativa de liberdade”, diz a sentença.
Por ser réu primário, Paulo Sérgio Julião poderá recorrer da decisão em liberdade.
Por telefone, agora a pouco, o ex-secretário de Quintão negou que tenha participado da elaboração e distribuição dos panfletos caluniosos contra João Magno de Moura e anunciou que seus advogados vão recorrer dentro do prazo legal de dez dias. Não vou pagar algo que eu não fiz”, concluiu.
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