27 de agosto, de 2009 | 00:00
Desemprego diminui em Ipatinga
Sedese aponta crescimento nas admissões: construção civil puxa a fila
[imagem19202]IPATINGA Depois de dez meses apresentando índices negativos, o Cadastro de Empregos e Desempregos (Caged) mostrou crescimento no número de admissões em Ipatinga. Os dados, referentes ao mês de julho, foram divulgados ontem pela Regional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).Conforme Mauro Nunes, diretor regional da Sedese, Ipatinga vinha registrando níveis de desemprego desde outubro de 2008. No mês passado foram 3.125 admissões contra 2.942 demissões, uma diferença de 183 pessoas admitidas”, diz. O setor que mais empregou em julho foi o da construção civil, responsável por 28,7% das contratações. Só serventes de obras foram 432”, revela. Nunes explica ainda que, apesar de o desemprego ter preocupado no município, o nível de empregabilidade se mantém estável. Acreditamos que a crise vem chegando ao fim, mas esses números positivos mostram também o otimismo do empregador. Importante ressaltar que as exportações de produtos de Ipatinga retomaram o ritmo anterior nos últimos meses”, compara.NegativoA Sedese esperava um aquecimento na economia de Ipatinga desde abril, quando o número de empregos e desempregos se manteve estável. Mas a queda em maio e junho deixou economistas e analistas de mercado mais atentos. Enquanto Coronel Fabriciano se manteve estável e Timóteo começou a se recuperar em maio, foi no setor da construção civil que Ipatinga encontrou uma forma de se estabilizar.Na avaliação de Mauro Nunes, diretor regional da Sedese, a qualificação do trabalhador deve ser apontada como um dos aspectos que sacudiram a economia regional. Não só em Ipatinga como em todo o Vale do Aço. Programas de qualificação do trabalhador foram importantes para preencher as vagas que iam surgindo”, destaca.[imagem19203] Contratações na indústria continuam a passos lentos”Enquanto a construção civil retoma os índices de contratações, o setor da indústria, segundo o diretor regional da Sedese, Mauro Nunes, ainda está muito lento em termos de admissões. Mesmo assim, ele acredita que o setor começa a se estabilizar, principalmente devido ao processo de expansão da Usiminas, que deve se iniciar no ano que vem.Nunes explica que existe a expectativa da contratação de mais de 16 mil pessoas em 2010, em virtude da expansão da siderúrgica. No total, a região deve abrir 20 mil postos de trabalho. Estamos atentos a essa demanda e o processo de qualificação será feito de forma que as empresas recebam mão de obra de qualidade. Esta semana mesmo nos reunimos com algumas entidades ligadas à indústria para verificar as demandas”, enfatiza Mauro Nunes.
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