27 de agosto, de 2009 | 00:00

Siderurgia retoma produção

Usiminas já utiliza entre 85% e 90% da capacidade instalada

Alex Ferreira


Vagões carregados voltaram a aparecer no pátio de bobinas
DA REDAÇÃO - A Usiminas já opera com produção entre 85% e 90% de sua capacidade instalada e deve terminar o ano com 15% de ociosidade em suas unidades produtivas, já que um de seus altos-fornos ficará paralisado no mínimo até o fim do ano. A informação é do presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, acrescentando que a companhia não está contratando neste momento porque ainda tem ociosidade. Além disso, o mercado ficará atento ao risco de excesso de oferta no mercado com o religamento de altos-fornos ao redor do globo. O executivo participou na quarta-feira do 2º Encontro Nacional da Siderurgia, promovido pelo Instituto Aço Brasil (IABr), novo nome do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).“Você tem uma série de instalações que podem entrar em operação no mundo inteiro. No Brasil, por exemplo, temos um alto-forno que está parado: não o colocamos em operação porque ainda não tem mercado”, explicou. “Existe o risco de ter excesso de oferta, principalmente de o consumo não se sustentar no nível que esperamos”, completou.PreçosCastello Branco afirmou também que os preços do aço já apresentam uma “pequena recuperação” no Brasil e no exterior. “Mas não espero que os níveis alcançados em 2008 no mercado brasileiro voltem a ocorrer este ano ou mesmo no ano que vem”, disse o executivo.O presidente lembrou que o excesso de oferta no mercado de aço, especialmente nas vendas à vista (spot), provocou uma queda muito grande nos valores das commodities. “Na medida em que os estoques se regulam, os preços tendem a voltar a níveis normais”, argumentou.O presidente da Usiminas também vê melhora gradual de suas demonstrações financeiras, mas observa que o grande efeito será percebido quando terminarem os estoques de matérias-primas a preços antigos, o que deve ocorrer no último trimestre do ano. Castello branco acrescentou que espera fechar o próximo trimestre com o balanço no azul.
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