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01 de setembro, de 2009 | 00:00

Diretores de escolas buscam apoio para defender mandato

Wôlmer Ezequiel


Vereadores e diretores de escolas: expectativa de decisão favorável
IPATINGA – A pressão que o colegiado de diretores vem exercendo sobre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) começa a surtir o efeito desejado. Ontem, em reunião na Câmara Municipal, os diretores de escolas municipais cobraram dos 13 vereadores uma postura mais eficaz contra uma possível mudança na duração do mandato da atual equipe diretiva das escolas. Hoje, diretores, vice-diretores e coordenadores têm mandatos para quatro anos, e o término desse período ocorre em julho de 2010.A briga do colegiado é contra uma decisão do Sind-Ute de adiantar para dezembro deste ano as eleições, reduzindo o mandato em seis meses. Diretores do sindicato adiantaram ao DIÁRIO DO AÇO que um processo eleitoral no meio do ano complica o calendário escolar. Em contrapartida, o colegiado de diretores alega que reduzir o tempo à frente das escolas compromete o planejamento pedagógico.Em meio às divergências, dirigentes do sindicato não quiseram se pronunciar em relação à reunião de ontem na Câmara, mas informaram que aguardam parecer jurídico antes de tomar qualquer decisão. Nos bastidores, informações dão conta de que o Sind-Ute aguarda orientações para saber se há legalidade numa possível redução do mandato do corpo diretivo.OfícioDepois da reunião, o presidente do Legislativo, Nilton Manoel (PMDB), se comprometeu a enviar um ofício ao prefeito Robson Gomes (PPS), a fim de reforçar o pedido impedindo a realização de eleição nas escolas em 2009. O vereador Roberto Carlos (PV), que vem defendendo de forma veemente os diretores em seus discursos no plenário, mencionou ainda a possibilidade de a eleição ser realizada em dezembro de 2010.Já Agnaldo Bicalho (PT), aliado dos professores da rede municipal, acredita que é hora de o Sind-Ute recuar na decisão e tentar promover o diálogo com o corpo diretivo das escolas. “O que não pode também é transformarem o sindicato em vilão. Defendo as eleições no final de 2010, como forma de corrigir um erro do governo passado”, argumenta.Na Prefeitura de Ipatinga, informações extraoficiais dão conta de que o prefeito Robson Gomes vai acatar o que for decidido entre o sindicato e a categoria.
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