04 de setembro, de 2009 | 00:00
Grito apela para educação no trânsito
Evento ecumênico no 7 de Setembro alerta para a necessidade da humanização no trânsito.
FABRICIANO Virou tradição, no dia 7 de setembro, a Igreja Católica, junto com os movimentos populares, realizar o Grito dos Excluídos. O tema da 15ª edição do evento é Vida em Primeiro Lugar”, com enfoque na discussão da violência no trânsito. Na região, a programação começará às 8h, com concentração defronte ao hotel Century, no bairro Ferroviários, em Ipatinga. De lá os manifestantes seguirão para o bairro Horto, no trevo para Coronel Fabriciano, onde será feito o encerramento. A caminhada será feita na contramão da via pública, para chamar a atenção dos motoristas.O bispo da Diocese Itabira-Fabriciano, Dom Odilon Guimarães Moreira, informou que os participantes poderão levar uma cruz com o nome de uma pessoa que perdeu a vida no trânsito. As cruzes serão colocadas no trevo no encerramento do evento. Além de alertar para a educação e humanização no trânsito, o Grito dos Excluídos tem a finalidade de unir forças para a duplicação da BR-381. Dom Odilon contou que, na oportunidade, também será organizado um abaixo-assinado em prol da tolerância zero para o uso de bebidas alcoólicas por motoristas, a chamada Lei Seca. Queremos que a lei se torne mais rigorosa para evitar as mortes no trânsito causadas por bebidas alcoólicas”, frisou.A desigualdade social também é contestada pelo Grito dos Excluídos. Dom Odilon chamou atenção para a pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), que mostra que o número de pessoas famintas e desnutridas aumentou de 800 milhões para 1 bilhão. Isso é fruto da concentração de renda nas mãos de poucos e desperdício”, criticou o bispo. Na opinião do religioso, o tema deste ano impõe um grande desafio. A vida é um dos maiores dons que recebemos de Deus, e nós devemos defendê-la de todas as formas possíveis”, declarou. Dom Odilon disse que a igreja aproveita o Dia da Independência para alertar a população para o fato de que ainda há muita coisa a ser conquistada. Ainda temos a dependência da falta de educação, habitação e emprego, entre outras coisas”, finalizou o bispo da Diocese Itabira-Fabriciano.
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