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06 de setembro, de 2009 | 00:00

Cassado espera voltar

Geraldo Hilário diz que espera reassumir governo a qualquer momento

Wolmer Ezequiel


Hilário não vê razão para sua cassação como prefeito

 
TIMÓTEO - O prefeito cassado em Timóteo, Geraldo Hilário (PDT), negou que na campanha de 2008 tenha usado a máquina pública para se reeleger.
 
Com uma Ação Cautelar com pedido de efeito suspensivo da cassação de mandato a que fora alvo na 98ª Zona Eleitoral em Timóteo, Geraldo Hilário afirma que pretende voltar o mais rápido possível ao cargo.
 
Reunido com sua equipe de governo na antiga sede da coordenação de campanha, no bairro Funcionários, o prefeito cassado, Geraldo Hilário, disse não entender como a sentença foi dada, mesmo com o parecer contrário do Ministério Público. “Já entramos com recurso contra a cassação e esperamos ficar à frente do município ainda por muitos anos”, acrescentou.
 
Sobre os motivos da cassação, uso da máquina pública na campanha da reeleição, Geraldo Hilário disse que não havia necessidade de forçar a disputa. “Tínhamos quase 70% de intenção de voto e sem necessidade de forçar nada. Sabíamos que a vitória era tranqüila. Não houve crime eleitoral na campanha e não há justificativas para o que está ocorrendo hoje”, disse.
 
Caso o TRE-MG acate o pedido de efeito suspensivo da cassação, Hilário será novamente empossado e aguardará no cargo o julgamento do mérito da cassação pelo TRE-MG. Segundo Hilário, há uma tendência de não se afastar o prefeito até o julgamento do mérito pelo TRE-MG, uma medida que evita traumas para um município enquanto o caso é analisado.
 
Investigação
Geraldo Hilário anunciou também que na sexta-feira entrou com representação na Polícia Civil contra um servidor de cargo de confiança do seu governo, que estaria aliciando outros servidores a repassarem documentos do governo para a oposição a pedido de Sérgio Mendes.
 
“Há inclusive uma fita com a gravação da conversa deles com uma servidora que era aliciada. Essa fita já foi entregue à polícia para a investigação do caso”, disse o prefeito.
 
Na gravação, segundo o prefeito cassado, uma servidora era convencida a repassar os documentos, que segundo Hilário eram relações de servidores com cargos e salários, entre outros papéis. O prefeito não soube informar, porém quantos e quais documentos foram levados da prefeitura.
 
Resposta
Questionado sobre o assunto, Sérgio Mendes disse desconhecer a acusação. “Estou esperando chegar em mim para saber do que se trata”, afirmou.
 
Mas Sérgio Mendes lembrou que o principal acusado de mediar a suposta negociação de documentos por meio de subornos é um antigo amigo do prefeito cassado, que também ocupava cargo de confiança e cabo eleitoral em todas as disputas eleitorais de Hilário ate então.
 
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