11 de setembro, de 2009 | 00:00

Recordista de reclamações

Telefonia celular está no topo da lista de reclamações na Defesa do Consumidor.

Wôlmer Ezequiel


Coordenador do Procon de Fabriciano, Celso Barbosa orienta consumidores a não celebrar contratos por telefone
IPATINGA - Se há cerca de dois anos os serviços de telefonia fixa lideravam o ranking de reclamações nas unidades do Procon do Vale do Aço, hoje o quadro já se inverteu. São as operadoras de telefonia móvel as grandes recordistas. No Procon de Coronel Fabriciano, por exemplo, dos 800 atendimentos prestados mensalmente, metade deles refere-se a queixas contra empresas de telefonia móvel. O coordenador do Procon de Fabriciano, Celso Barbosa Júnior, observa que, por conta das várias promoções oferecidas ao consumidor por essas empresas, a partir de 2007 muitas pessoas abriram mão de seus telefones fixos para adotar apenas o móvel. O resultado foi o aparecimento de queixas que até então não existiam. “As maiores reclamações são de créditos que não caem e de deficiência no atendimento por telefone”, revela.De acordo com Celso, muitos problemas com telefonia poderiam ser evitados se os clientes evitassem contratar por telefone. “A orientação é sempre buscar a agência da operadora para solicitar o serviço, analisar bem o contrato, comparar os folders promocionais. Agindo assim, a grande maioria dos problemas seria evitada”, comentou. Figuram ainda como recordistas de queixas, no Vale do Aço, os defeitos com mercadorias e os serviços oferecidos pelos bancos. Mais rigor na aplicação da leiO deputado Délio Malheiros credita o descumprimento do CDC pelas empresas à leveza das penas. De acordo com ele, alguns empresários preferem correr o risco de responder a ações, que lhe custariam menos do que o gasto com o cumprimento de normas como a de mandar informação escrita a todos seus clientes. “Em alguns casos, a empresa é penalizada com multa de 600 reais e fica por isso mesmo. Faltam normas coercitivas que tornem o descumprimento mais caro”, critica.
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