23 de setembro, de 2009 | 00:00
Reparo emergencial
Obra de condomínio receberá medidas de contenção de lama
IPATINGA A terça-feira foi de muito trabalho para moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais nas avenidas Minas Gerais e Gerasa, e ruas Ayrton Sena e Levítico, no bairro Caçula, tomadas por grande quantidade de lama em função da chuva que caiu na noite de segunda para terça-feira e que levou das obras do Condomínio Serra Verde grande quantidade de lama para as vias. Durante a maior parte do dia, operários da Prefeitura e máquinas retiraram a lama das vias públicas, parcialmente interditadas pela terra carreada pela enxurrada. Ainda ontem foi feita no local uma inspeção judicial com participação do Ministério Público e do Judiciário, de engenheiros do município de Ipatinga e técnicos da Defesa Civil Municipal. O objetivo é a definição das obras emergenciais necessárias para segurança da população e dos bens públicos e privados ao redor do empreendimento imobiliário, localizado entre os bairros Caçula/Jardim Panorama e Canaã, quando ocorrerem novas chuvas. Amanhã outra equipe técnica de engenheiros da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) vai ao local verificar a situação do terreno e apontar as medidas necessárias para a segurança da área. O promotor de Justiça da área ambiental, Walter Freitas de Morais Júnior, confirma que o MP pediu ontem a paralisação do projeto para execução de obras de estabilização e intervenções de segurança. O promotor disse, ainda, que os gastos municipais e particulares serão objeto de indenização junto ao empreendedor. Segundo Walter Freitas, quem se sentir lesado pode entrar com ação de reparação para ser ressarcido dos danos. Providências O proprietário do Condomínio Serra Verde, Marcelo Mota, informou que todas as providências possíveis foram adotadas nas obras do empreendimento imobiliário. A primeira iniciativa foi a construção de barricadas com escória siderúrgica para cercar a terra e deixar que passe somente água. Tudo o que for de nossa responsabilidade será assumido”, garantiu.Marcelo Mota também lamentou que as obras tenham sido paralisadas no primeiro semestre por quase três meses, em função de um embargo provocado pelo próprio município. Lembrou que se não fosse isso a parte da terraplenagem estaria concluída e sem os impactos causados ontem com a chuva. Essa parte deveria estar concluída em agosto. Além disso, a chuva veio mais cedo do que o esperado”, concluiu.O que já foi publicado:Solução negociada
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