26 de setembro, de 2009 | 00:00
Recusada proposta do TST para encerrar a greve nos Correios
IPATINGA De acordo com informações publicadas no site dos Correios, a tentativa de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre os representantes dos empregados e da direção da empresa, realizada na quinta-feira (24), não foi bem- sucedida. Os representantes sindicais recusaram a proposta conciliatória feita pelo vice-presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, e o dissídio coletivo vai a julgamento. Os sindicalistas estavam divididos; alguns eram favoráveis a um acordo, mas outros recusaram a proposta feita pelo ministro João Oreste Dalazen. Ainda assim, segundo informações do secretário-geral do Sindicato dos Empregados dos Correios em Belo Horizonte, Jorge Cunha, os funcionários das agências do Vale do Aço não aderiram ao movimento nacional. Mas a greve ainda não terminou. De 35 sindicatos que aderiram ao movimento, há 15 que não aceitaram o acordo”, afirmou Jorge. PropostasA proposta do TST, prontamente aceita pela empresa (reajuste salarial de 4,5% a partir de 1º de agosto de 2009; concessão de abono no valor de R$ 100,00, para todos os empregados; reajuste do vale-alimentação, do vale-cesta e do vale-cesta extra; manutenção, com igual teor, das cláusulas do acordo coletivo de trabalho imediatamente precedente, entre outros itens), foi recusada por parte dos sindicatos. O que levou ao fim da greve de empregados dos Correios dos sindicatos de São Paulo, Bauru, Ribeirão Preto e Santos (SP); Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Juiz de Fora (MG), Santa Maria (RS), Rondônia, Pará, Acre e Brasília (DF), foi uma proposta feita pela empresa: acordo bianual, que prevê reajuste de 9% a partir de agosto de 2009 e aumento linear de R$ 100,00 a partir de janeiro de 2010. O sindicato de Uberaba (MG) não aderiu ao movimento e, em Roraima, há apenas 7 empregados em greve. Os sindicatos de Tocantins, Santa Catarina, Alagoas e Mato Grosso não aceitaram a proposta dos Correios, mas os empregados, em assembleia realizada ontem, decidiram retornar ao trabalho. Para a assinatura do acordo, é preciso que pelo menos 18 sindicatos aceitem a proposta.Regularização das entregas na quartaCom o encerramento da greve em São Paulo, a expectativa dos Correios é que a entrega de encomendas seja normalizada dentro de três dias úteis, até quarta-feira da semana que vem.Segundo um funcionário de uma das agências dos Correios em Ipatinga, a greve que durou nove dias provocou muitas reclamações em razão do atraso na entrega de encomendas, principalmente as originadas de São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória.
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