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26 de setembro, de 2009 | 00:00

Técnicos vistoriam condomínio

Engenheiros da Ufop voltam a Ipatinga dia 1º para divulgação do laudo

Wôlmer Ezequiel


Será preciso executar obras para garantir a estabilidade do morro
IPATINGA – Dois engenheiros da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) estiveram ontem no empreendimento imobiliário Condomínio Serra Verde, para realizar vistoria e avaliar a situação da área. Na noite de segunda para terça-feira (22), durante o temporal, uma grande quantidade de lama invadiu as avenidas Minas Gerais e Gerasa. Localizado na encosta entre os bairros Jardim Panorama e Caçula, o empreendimento exigiu grande movimentação de terras e, sem compactação, parte do aterro cedeu e a lama foi levada para a área urbana, causando transtornos a moradores e comerciantes. Os engenheiros estiveram no local a pedido do Ministério Público, que solicitou ajuda ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). A avaliação foi acompanhada pelo promotor de Justiça do Meio Ambiente, Walter Freitas de Moraes Júnior. Na próxima quinta-feira (1º), os técnicos voltam a Ipatinga para nova vistoria antes da divulgação do laudo.Enquanto isso, algumas medidas já foram tomadas, como um novo embargo judicial, explica o promotor Walter Júnior: “A Justiça determinou outras medidas para garantir a segurança da população, independentemente da execução do projeto original. O empreendimento vai permanecer embargado para execução do projeto, ou seja, as obras deverão visar apenas e exclusivamente a estabilização da área, seja emergencial ou definitiva”, pontuou o promotor.GarantiaEm relação à Ação Civil Pública movida pelo município de Ipatinga contra a MM Empreendimentos Ltda., informando o descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o promotor explicou, ainda, que o loteamento foi estabelecido como garantia do pagamento de indenizações referentes a gastos do erário público. “Danos ambientais e urbanísticos que vierem a ser verificados, e também do pagamento de multas já estabelecidas nos acordos firmados com o MP e PMI. O próprio imóvel foi caucionado com essa finalidade”, argumenta. AtrasoNa terça-feira, o empreendedor Marcelo Mota informou ao DIÁRIO DO AÇO que tudo o que for de responsabilidade do empreendimento será assumido, com a reparação dos danos causados. O empreendedor lamentou que a obra de terraplenagem tenha ficado paralisada por quase três meses até agosto, em função de uma ação movida contra a MM Empreendimentos. “A minha expectativa era que ao chegar o período chuvoso essa parte já estaria completamente resolvida, com a terra compactada e sem esses transtornos”, concluiu Marcelo Mota.O que já foi publicado:Reparo emergencial
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