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26 de setembro, de 2009 | 00:00

Risco de novo erro histórico

Ex-presidente da Câmara de Fabriciano alerta sobre perda de recursos de R$ 35 milhões

Alex Ferreira


Edmar Moreira: “opositores ao projeto serão julgados pela história”
FABRICIANO – O ex-presidente da Câmara de Coronel Fabriciano, Edmar Moreira, afirma que o município está à beira de cometer mais um erro histórico, caso perca o financiamento de R$ 35 milhões para o projeto do Parque Linear, que visa a urbanização das margens do ribeirão Caladão. O radialista acompanha o drama dos moradores das margens do Caladão desde 1971, quando chegou à região para trabalhar na Rádio Educadora. Hoje aposentado, Edmar Moreira afirma que o município corre o risco de perder uma oportunidade ímpar, de reparar a ocupação desordenada e a infraestrutura precária que prejudica uma área com quase dez quilômetros de extensão, desde o bairro Caladão até a foz do ribeirão no rio Piracicaba, no bairro Santa Terezinha. Conforme Edmar Moreira, um município carente de recursos próprios não deveria desperdiçar a oportunidade de ter o investimento de R$ 35 milhões na urbanização, tratamento de fundos de vale e construção de áreas de lazer e de espraiamento das cheias do Caladão. HistóriaEm um resgate histórico dos problemas enfrentados pela população, Edmar Moreira lembra que, quando chegou a Fabriciano, o abastecimento da cidade era feito com a água captada no próprio ribeirão Caladão. Mas veio a pressão urbana para as margens do ribeirão, que deixou de ser a fonte de abastecimento para transformar-se num imenso esgoto a céu aberto, um quadro que se agravou com as ocupações irregulares. Em 1989, quando assumiu a presidência da Câmara de Coronel Fabriciano, Edmar Moreira conta que era o período da elaboração da Lei Orgânica do Município. Com a Carta, veio também a necessidade da elaboração do plano diretor da cidade. Já naquela época, acrescenta Moreira, o maior problema de saneamento do município era exatamente a degradação do ribeirão Caladão. Logo depois ainda houve o embate com a Copasa, que entrou nos anos 80 e só agora, quase 30 anos depois, a concessionária fala em tratar o esgoto. “Mas com um projeto que não trata os fundos de vale, e isso precisa ser resolvido em outro projeto”, observa.Endividamento naturalNa avaliação de Edmar Moreira, se o endividamento for a principal justificativa para travar a tramitação do projeto autorizativo para o Parque Linear na Câmara de Coronel Fabriciano, este é então mais um equívoco. É que o início do pagamento do financiamento do Parque Linear coincide com o fim do pagamento de empréstimos anteriores. “Ainda que o município se endividasse, seria por uma causa justa. É impossível às pessoas que moram nas margens do Caladão continuarem convivendo com aquela situação”, frisou.  Para Moreira, a presidente da Câmara (Andréia Botelho - PSL) e os demais vereadores que mantêm posicionamento contrário, barrando a votação do projeto autorizativo, assumem uma postura comprometedora. É que o prazo determinado pela Caixa Econômica Federal para liberação do financiamento a Coronel Fabriciano expira na quarta-feira, 30. “Assim, correm o risco de serem julgados com o passar da história”, adverte o ex-presidente do Legislativo fabricianense.
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