29 de setembro, de 2009 | 00:00
Alunos comprometem audição com o uso de aparelhos MP3
Pesquisa será apresentada no 17º Congresso Nacional de Fonoaudiologia
IPATINGA Uma pesquisa realizada por alunos do curso de Fonoaudiologia da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), de Ipatinga, em parceria com a Unimed, revela que a maioria dos estudantes da região usa aparelhos de música digital - os famosos MP3 - com volume acima do limite permitido para a saúde dos ouvidos.Conforme a fonoaudióloga Flávia Guimarães Ribeiro, uma das orientadoras do estudo, para evitar perdas auditivas o ideal é que a intensidade do som não ultrapasse a marca de 85 decibéis. No entanto, de acordo com a pesquisa, mais de 88% dos estudantes infringem esse marca diariamente. Alguns chegam à intensidade de 115 decibéis”, observou a orientadora. Também conforme o estudo, mais de 36% dos entrevistados utilizam o aparelho por mais de cinco horas por dia e não têm noção de que o hábito possa estar trazendo prejuízos irreversíveis à audição.Esse é um processo que acontece lentamente, mas que gera resultados irreversíveis. Depois que a audição é afetada, só caberá à pessoa o uso de aparelhos auditivos”, destaca a especialista.Para Flávia, a utilização segura do aparelho depende, basicamente, de dois fatores: tempo de exposição e volume. A perda acontece quando há exposição recorrente às altas intensidades de som”. Conforme a especialista, na maioria dos MP3 a marca de 85 decibéis corresponde à metade da capacidade do volume do aparelho. PesquisaO estudo foi realizado com 76 estudantes do ensino médio de duas escolas estaduais de Ipatinga. Para chegar aos resultados, as pesquisadoras pediram aos alunos que adequassem o volume do MP3 exatamente na marca em que tinham o costume de ouvi-lo, e, através de um decibelímetro, mediram a intensidade dos sons. Conforme Flávia Guimarães, a maioria dos jovens se surpreendia com os números apontados pelo aparelho.Os resultados do estudo serão apresentados, no próximo mês, durante o 17º Congresso Nacional de Fonoaudiologia, que acontecerá em Salvador. SintomasDos 76 estudantes que participaram da pesquisa, 41 apresentaram queixa de problemas auditivos, como dor de ouvido, zumbido, coceira, inflamação e sensação de ouvido tapado, entre outros.Flávia Guimarães lembra que é importante ficar atento ao aparecimento desses sintomas e procurar um especialista sempre que eles persistirem. Escolas podem agendar trabalho educativoA pesquisa sobre o uso dos aparelhos MP3 acabou se transformando em um projeto de conscientização de estudantes, em que as alunas da Unipac visitam escolas da região para mostrar os cuidados que devem ser tomados com a audição. As instituições interessadas em receber o projeto podem entrar em contato com a coordenação do curso de Fonoaudiologia, pelo intermédio do telefone (31)2109-2301 ou pelo e-mail [email protected].
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