30 de setembro, de 2009 | 00:00

Muito além de má educação

Falta de infraestrutura da 381 é uma das responsáveis pelos acidentes

Arquivo/DA


Situação é tão caótica que a BR-381 recebeu o apelido de “Rodovia da Morte”
IPATINGA – Para os presidentes das subseções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ipatinga (72ª), Coronel Fabriciano (9ª) e Timóteo (115ª), os acidentes que acontecem nos 317 quilômetros da BR-381, entre Belo Horizonte a Governador Valadares, não são causados apenas por imprudências cometidas pelos condutores. “A rodovia precisa de obras e melhorias, como nos acostamentos”, avalia a presidente da 9ª subseção da OAB, Helena Geralda da Silva. O presidente da 115ª subseção da OAB, Manoel das Graças Barros, diz que a situação da rodovia é tão caótica que recebeu o nome de “Rodovia da Morte”. “A região do Vale do Aço depende da duplicação da 381, via de acesso aos grandes centros. A iniciativa da seccional é louvável”, comenta Manoel. Adélio Arlindo Duarte, presidente da 72ª subseção da OAB, acredita que a situação da rodovia tende a piorar com a efetivação dos planos de expansão da Cenibra e da Usiminas. “A previsão é de que cerca de 180 carretas sejam adicionadas ao trânsito da rodovia. Desde já, tenho preferido viajar de avião para Belo Horizonte”, revela Adélio.Ação civil Na segunda-feira (28), às 14h30, na sede da Justiça Federal, em Belo Horizonte, foi distribuída a ação civil pública para pressionar a União a liberar os recursos de R$ 2 bilhões, previstos e assegurados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a duplicação da BR-381.O documento, produzido pelo setor jurídico da OAB/MG, previu ainda, por meio de pedido liminar, que antes da liberação dos recursos seja feita a sinalização, recapeamento do asfalto, instalação de radares fixos ou móveis e a inclusão de balanças de precisão para evitar a circulação de carretas e caminhões com excesso de carga, tudo em regime de urgência.A ação, que já foi entregue para apreciação do poder Judiciário, prevê responsabilização criminal dos administradores da rodovia no caso de novas mortes causadas pelos inúmeros acidentes ocorridos diariamente em sua extensão. Para o vice-presidente da OAB/MG, Luís Cláudio da Silva Chaves, “da mesma forma que a União se mostra eficiente para cobrar impostos, também deverá utilizar com agilidade dos recursos possíveis, principalmente quando previstos, para duplicar uma rodovia”, afirmou.
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