29 de setembro, de 2009 | 00:00

Bate boca e resistência

Câmara de Coronel Fabriciano suspende reunião ordinária, apaga a luz, deixa populares no escuro, e não vota Parque Linear

Wolmer Ezequiel


Assessor jurídico mandou apagar luz

FABRICIANO – Um plenário lotado, muita gritaria e reunião suspensa. Esse foi o clima da reunião ordinária ocorrida na noite desta quarta-feira na Câmara de Coronel Fabriciano.
Na prática a reunião só durou dez minutos. Assim que o primeiro vereador, Marcos da Luz (PT), pediu a palavra e iniciou a leitura do requerimento para a reapresentação do projeto autorizativo do Parque Linear, surgiu um princípio de gritaria do lado de fora do plenário e a presidente Andréia Botelho (PSL) decidiu suspender a reunião por 30 minutos. Antes de deixar a mesa, com os microfones já desligados, considerou encerrados os trabalhos.
Depois de ficar com o projeto em mãos desde o dia 25 de agosto, a mesa diretora da Casa devolveu o documento na tarde de segunda-feira, o que coloca em risco o fechamento de um contrato com a Caixa Econômica Federal para o financiamento do Parque Linear.
O que se seguiu após a suspensão da reunião foi uma grande gritaria entre os populares que lotavam as dependências do Legislativo. Entre as manifestações contrárias ao projeto, muitas eram feitas por servidores da Casa ou dos gabinetes dos vereadores.
As luzes e aparelhos de ar condicionado foram desligados. Na escuridão e no calor, o povo protestou, mas permaneceu no local. A confusão toda era por causa do projeto que pede autorização para que o governo municipal contrate empréstimo de R$ 33,250 milhões junto ao governo federal para a construção do Parque Linear, um projeto que vai urbanizar as margens do ribeirão Caladão, criar áreas de lazer, esporte e cultura e áreas de espraiamento da água das cheias do ribeirão Caladão.
EscoltaPoliciais militares, chamados apra garantir a segurança, tiveram apenas que escoltar alguns vereadores, entre eles o secretário da mesa diretora, José Cleres, o assessor jurídico Vani Medeiros e as assessoras da presidente da Casa, que deixou o Legislativo por volta das 20h30, também escoltada.
Faltou quem recebesse  o protocolo
Enquanto a situação ficava tensa no plenário, onde a população estava sem saber se a votação iria ou não ter prosseguimento, vereadores favoráveis tentavam entregar um documento assinado por sete parlamentares.
Nem a assessoria nem a presidente da casa quiseram receber o documento, que permanece fora da votação.
O prazo dado pela Caixa Econômica Federal termina nesta quarta-feira (30) e o governo municipal ainda tem chance de pedir prorrogação do prazo para tentar convencer a mesa diretora a colocar o projeto em votação.
Dos onze vereadores de Fabriciano, sete garantem que votam favoráveis e quatro já manifestaram que, do jeito em que o projeto está hoje, votam contrários.
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