09 de outubro, de 2009 | 00:00
Municípios sob risco de multas
Consórcio é saída para municípios garantirem destinação correta do lixo
Fotos: Alex Ferreira
Bruschi: municípios consorciados para tratar o lixo têm mais chance de receber recursos
IPATINGA - A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) promoveu, nesta quinta-feira (08), no auditório da Câmara de Ipatinga, oficina sobre a Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos Urbanos. O tema principal é a exigência em relação à destinação do lixo urbano e os prazos para a adequação dos municípios em relação ao lixo. Tanto o governo estadual quanto o federal têm priorizado a liberação de recursos para a gestão dos resíduos aos municípios reunidos em consórcios.Pelo Decreto 45.181, publicado no dia 26 de setembro, ficou estabelecido que os municípios consorciados para a gestão dos resíduos receberão 10% a mais de ICMS Ecológico e os municípios sede de sistemas de disposição final, como os aterros sanitários, receberão 20% a mais.O prazo já acabou para o encerramento dos lixões a céu aberto. Os municípios acima de 20 mil habitantes ainda têm tempo para a implantação de sistemas de tratamento de resíduos, enquanto para os municípios com mais de 50 mil o prazo já acabou. O não atendimento dos prazos gera multas e outras penalidades. SoluçãoDiretora executiva do Centro Mineiro de Referência em Resíduos, Denise Bruschi explica que o encontro em Ipatinga foi um momento de conversa com prefeitos e secretários da área ambiental dos municípios sobre o que a lei estabelece, as obrigações, as vantagens, possibilidades e oportunidades que podem ser geradas com o programa Minas sem Lixões. As orientações podem ser buscadas, inclusive, na Fundação Israel Pinheiro, que acaba de inaugurar uma agência em Ipatinga. É uma entidade que mantém um termo de parceria com o Estado, para orientar aos municípios sobre o que fazer. Se os recursos estão difíceis, os municípios precisam se unir para facilitar isso”, avalia.
Representantes de diversos municípios discutiram saídas para tratar o lixo
RMVA cumpre legislação Instalado na avenida Castelo Branco, no bairro Horto, o escritório da Fundação Israel Pinheiro (FIP) é responsável por orientar 282 municípios das regiões Leste, Norte e Jequitinhonha, para a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos. Coordenadora técnica do escritório, Vera Lanza explica que a ação da Feam visa acabar com os lixões, nos municípios onde eles ainda existem, e depois garantir a destinação final adequada.Segundo Vera Lanza, na Região Metropolitana do Vale do Aço todas as quatro cidades já utilizam o aterro sanitário particular em Santana do Paraíso e estão dentro do que prevê a legislação. No entanto, no Colar Metropolitano, apenas dois municípios estão adequados: Marliéria e Belo Oriente, que utilizam o mesmo aterro sanitário. Todos os outros 18 municípios do Colar estão em situação irregular. Mas não precisa que cada um deles tenha um aterro. O ideal é que formem consórcios, implantem e operem juntos os equipamentos”, explica.Na região, apenas João Monlevade, Nova Era e Rio Piracicaba conseguiram viabilizar um consórcio para funcionar com um aterro sanitário.
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