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09 de outubro, de 2009 | 00:00

Acessibilidade em debate em Ipatinga

Defensoria pública encerra visita a locais públicos para levantamento de acesso aos portadores de necessidades especiais

Wolmer Ezequiel


Visitas terão relatório para adequações
IPATINGA – Terminou nesta sexta-feira, no Ipatingão, a maratona de visitas a locais de uso público realizada pela Defensoria Pública de Ipatinga, em parceria com estudantes do curso de Arquitetura do Centro Universitário do Leste de Minas (Unileste-MG), deficientes físicos e idosos. Batizada de “Bliz da cidadania”, a iniciativa teve por objetivo vistoriar as condições de acessibilidade de dez locais da cidade: Procon, Administração Fazendária, Copasa, Pronto Socorro Municipal, Cemig, Banco Itaú e Banco do Brasil, e as estações rodoviária e ferroviária, além do Ipatingão.DeficiênciasPresente em todas as visitas, o presidente da Associação dos Portadores de Deficiência de Ipatinga (Adefi), Eustáquio Oliveira, salientou que muitas pessoas se esquecem que deficientes físicos não são apenas os usuários de cadeira de rodas.“As adaptações, quando existem, contemplam apenas os cadeirantes. Os deficientes auditivos e visuais continuam sem acesso”, analisou. Conforme Eustáquio, dos locais visitados, apenas a Cemig possuía um funcionário com conhecimento de libras (linguagem de sinais). GuiaApós a conclusão do relatório, a Defensoria Pública vai agendar reunião com os responsáveis pelas edificações, a fim de propor a elaboração de termos de ajustamento de conduta. O termo vai estabelecer prazos e multas para a realização das adequações no espaço. Conforme o defensor Público Rafael Boechat, o relatório deverá ser utilizado, ainda, para a elaboração de um guia municipal para deficientes, com informações sobre os locais que apresentam condições adequadas de acessibilidade.  Leia mais:Defensoria vai fiscalizar acesso para deficientes
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