10 de outubro, de 2009 | 00:00
Visita ao Ipatingão encerra blitz
Defensoria Pública avaliou acessibilidade em dez locais da cidade
IPATINGA Terminou nesta sexta-feira (9), no Estádio Epaminondas Mendes Brito, o Ipatingão, a maratona de visitas a locais de uso público feitas pela Defensoria Pública de Ipatinga, em parceria com estudantes do curso de Arquitetura do Centro Universitário do Leste de Minas, deficientes físicos e idosos. Batizada de Bliz da Cidadania”, a iniciativa objetivou vistoriar as condições de acessibilidade de dez locais: Procon, Administração Fazendária, Copasa, Pronto-Socorro Municipal, Cemig, Banco Itaú e Banco do Brasil e as estações rodoviária e ferroviária, além do Ipatingão.Durante a semana, estudantes do curso de Arquitetura, coordenados pela professora Danielly Borges, analisaram minuciosamente a estrutura das edificações, com medições, coleta de depoimentos e fotografias dos ambientes, entre outros recursos. O objetivo foi checar se os locais têm estrutura adequada para receber deficientes físicos e idosos. Danielly Borges informou que dentro de vinte dias um relatório das visitas será entregue à Defensoria Pública. Mas ontem mesmo Danielly adiantou algumas constatações. No geral, podemos dizer que Ipatinga ainda não oferece condições adequadas aos deficientes. A grande maioria dos locais de uso público tem acessos dificultados”, resumiu. Para ela, entre todas as edificações, a do Procon é a que apresenta situação mais crítica. O órgão funciona num apartamento adaptado, no segundo pavimento do prédio, e tem como acesso apenas uma escada estreita”, observou. A rodoviária municipal também foi alvo de críticas da professora. A estrutura é muito ruim. Para atender às exigências legais, a estação precisa ser praticamente reconstruída”, analisou. Segundo Danielly, entre os locais visitados os bancos são os que apresentam melhores condições de acesso.DeficiênciasPresente em todas as visitas, o presidente da Associação dos Portadores de Deficiência de Ipatinga (Adefi), Eustáquio Oliveira, salientou que muitas pessoas se esquecem que deficientes físicos não são apenas os usuários de cadeira de rodas. As adaptações, quando existem, contemplam apenas os cadeirantes. Os deficientes auditivos e visuais continuam sem acesso”, analisou. Conforme Eustáquio, dos locais visitados apenas a Cemig possuía um funcionário com conhecimento de Libras (linguagem de sinais). Após a conclusão do relatório, a Defensoria Pública agendará reunião com os responsáveis pelas edificações, a fim de propor a elaboração de termos de ajustamento de conduta. O termo estabelecerá prazos e multas para a realização das adequações no espaço. Conforme o defensor público Rafael Boechat, o relatório deverá ser utilizado, ainda, para a elaboração de um guia municipal para deficientes, com informações sobre os locais que apresentam condições adequadas de acessibilidade.
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