10 de outubro, de 2009 | 00:00

Antes do transplante

Morador de Caratinga precisa de ajuda até a cirurgia de pulmão

Divulgação


Enismar precisa de oxigênio para sobreviver até o transplante
CARATINGA – Aos 31 anos, Enismar Finamori, morador do bairro Santa Cruz, já é aposentado. É que há 13 anos ele descobriu ser portador de fibrose pulmonar, doença que provoca principalmente falta de ar. O sintoma que levou a uma investigação clínica apareceu depois de um passeio que ele fez a Belo Horizonte. Enismar notou que os dedos das mãos estavam inchados e foi levado a um médico. Há cerca de um ano, o quadro se agravou e Enismar ficou internado durante 28 dias. Desde então, o jovem passou a respirar com auxílio de uma sonda de oxigênio; mal pode caminhar ou pegar a própria filha no colo. Os médicos já afirmaram que somente um transplante de pulmão resolve o problema dele em definitivo. DificuldadesPara entrar na fila de espera pelo transplante, Enismar precisa caminhar e se exercitar, porque somente por meio dessas atividades tem chances de resistir à cirurgia. Para se exercitar, ele precisa de uma bolsa de oxigênio portátil que custa R$ 4 mil e não é fornecida pela rede pública de saúde. Mesmo com a bolsa, o aposentado ainda precisa de recursos para recarregar o oxigênio a cada cinco horas. Cada abastecimento custa entre R$ 200 e R$ 300. “Este equipamento vai me ajudar a fazer os exercícios sem me cansar. E, sem praticar as atividades, não terei direito de entrar na fila do transplante e nem condições de me submeter à cirurgia”, disse Enismar.Apesar do sofrimento, Enismar ainda luta pela sobrevivência indo aos meios de comunicação e a entidades pedir ajuda. Para ajudá-lo, basta depositar qualquer quantia no Banco do Brasil, agência 3003-1, conta-corrente 29515-9, em nome de Itamar Finamori. Quem desejar fazer outro tipo de doação, basta ligar para o telefone (31)8375-7307.O que é fibrose pulmonarDe acordo com informações do site do médico Drauzio Varella, a fibrose é resultado da cicatrização do pulmão. Um corte na pele pode redundar numa cicatriz grossa, saliente, como as que aparecem no pulmão. Ao contrário do que acontece na pele, a cicatriz reduz a elasticidade e tamanho do órgão. Menor e mais endurecido, sua dificuldade para realizar a troca gasosa aumentará significativamente, causando a falta de ar. Fatores genéticos ou continuada exposição a partículas agressivas podem provocar o aparecimento da fibrose.
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