14 de outubro, de 2009 | 00:00
Vagas à espera de trabalhadores
Centenas de operários lotam agência do Sine de Timóteo em busca de emprego
TIMÓTEO A volta do feriadão foi de muita expectativa para centenas de trabalhadores, que lotaram ontem as proximidades da agência do Sistema Nacional do Emprego (Sine). Reunidos do lado de fora da agência, que funciona anexa à regional da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Esportes (Sedese), os operários aguardavam, na fila, a chamada para as entrevistas. Entre os interessados estavam pessoas de praticamente todas as cidades do Vale do Aço e ainda de Belo Horizonte, Caratinga e Nova Era.A coordenadora do Sine em Timóteo, Kátia Cristina Sales, confirma que há vagas para diversas atividades profissionais em uma obra da construtora Camargo Correia em Araucária, no Estado do Paraná. Ao todo são 200 vagas para montador de andaime, 100 vagas para carpinteiro, 10 para mecânico montador e 10 para encanador. Os selecionados vão trabalhar na construção de uma refinaria para a Petrobras. O horário de atendimento do Sine é das 12h às 18h mas, por causa da pressa no agendamento das entrevistas para ocupação das vagas, o atendimento foi ampliado para o horário das 9h às 18h. Até ontem, a estimativa era que menos da metade das vagas havia sido ocupada. Quem se interessar no trabalho deve procurar a agência do Sine, que fica na rua José Fernandes de Almeida, 23, bairro Bromélias. Os documentos exigidos são a Carteira de Trabalho e Emprego, CPF e experiência de no mínimo seis meses na função. Esperança de passar o fim do ano empregadoNa fila da entrevista dos selecionadores da empreiteira ontem na agência do Sine em Timóteo, o montador de andaimes Dulcimar Coelho, de Belo Oriente, afirmava que a maior dificuldade é passar na entrevista. Felipe Bruno demonstrava confiança: Carteira eu tenho e experiência não falta”.Na mesma situação, Rafael Gomes Ramos saiu de Ipatinga cedo para procurar uma vaga no Sine. O mecânico montador Welington Rodrigues Pires, de Naque, com sete anos de experiência em carteira e desempregado há cinco meses, estava confiante em pegar uma das dez vagas anunciadas para ontem. Vontade de trabalhar e conhecimento não faltam”, assegurou. Do lado de fora, sob sol e forte calor, Mirlei Rodrigues Campos, Grimaldo de Oliveira e Adão de Oliveira, todos de Ipatinga, engrossavam a fila de espera para a entrevista. Os três foram procurar vagas para carpinteiro. Com experiência de sobra na carteira, os três estavam desde cedo na fila, na expectativa de conseguir uma vaga no mercado. Apesar de terem que deixar suas famílias para trabalhar longe de casa, a necessidade fala mais alto, destaca Adão Oliveira.Entre as maiores dificuldades encontradas para o preenchimento das vagas, explica Kátia Sales, estão a falta de experiência e os contratos que não são verdadeiros. A chamada carteira esquentada caracteriza falsidade ideológica, e muitas têm aparecido por aqui”, alerta.
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