15 de outubro, de 2009 | 00:00

Adolescentes flagradas em motéis

Conselho Tutelar intensifica ação para coibir prostituição infantil em Ipatinga

Wôlmer Ezequiel


Conselheiros em Ipatinga: “são necessárias ações mais constantes”, diz Nair Dias (D)
IPATINGA – Em parceria com a Polícia Militar, o Conselho Tutelar de Ipatinga realizou, no último final de semana, uma blitz em motéis da cidade, no intuito de verificar a presença de menores de 18 anos de idade nos quartos. A ação aconteceu nos dias 9 e 11, das 20h às 2h30, no primeiro dia, e 19h à 1h, na segunda noite. Como resultado, em oito dos quartos que foram vistoriados pela PM e Conselho Tutelar havia adolescentes acompanhadas por adultos. Os maiores foram autuados, assim como os proprietários dos motéis.Segundo a presidente da Regional 1 do Conselho Tutelar, Nair Dias, a ação, apesar de ainda tímida, tem dado os resultados esperados ao coibir a presença de menores nos motéis. “Já estamos programando novas blitze, sempre em parceria com a Polícia Militar, para que isso não aconteça”, diz.ContinuidadeDe acordo com a presidente da Regional 2 do Conselho Tutelar, Rejane do Carmo, só mesmos as batidas policiais constantes em motéis vão acabar com esse tipo de crime. “Nesse final de semana, por mais que tenham sido poucas as pessoas flagradas - e a gente sabe que isso acontece com muita naturalidade -, para nós do Conselho valeu muito. Nós acreditamos que, com isso, a população começa a tomar conhecimento da ilegalidade desse ato”, explica.Ela reconhece que realizar blitz em motéis é uma ação que coíbe o ato, mas é preciso que as famílias orientem os filhos, que sejam parceiras dos poderes públicos nessa ação. “Fazemos a nossa parte, mas com as famílias desestruturadas é sempre muito mais complicado”, frisa Rejane do Carmo.Casais tentam dar golpe nos fiscaisNas noites em que acontecem fiscalizações em motéis, sempre há aqueles que tentam enganar os policiais e conselheiros tutelares. Numa delas, um homem abriu a porta para os fiscais, que o identificaram e pediram as carteiras de identidade dele e do acompanhante. Quando o acompanhante apareceu à porta para mostrar o RG, os conselheiros não acreditaram que se tratava de um casal homossexual e pediram para abrir porta. Nesse momento, flagraram duas meninas, uma delas de 15 anos. Para piorar, um dos homens, de 20 anos, era irmão da adolescente. Um outro caso foi de duas jovens, de 13 e 16 anos, que foram encontradas no quarto com dois rapazes, de 19 e 21.“Na maioria dos casos, a pessoa menor de idade é uma mulher. É preciso que elas se conscientizem dos riscos dessa ação, já que podem contrair uma doença ou ficar grávidas, uma série de fatores. Realizamos um trabalho de comunicação com a sociedade, mas sabemos que é preciso a participação de todos”, acredita João Pires, conselheiro tutelar.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário