15 de outubro, de 2009 | 00:00

Pronto Socorro será terceirizado?

Governo municipal de Timóteo nega repasse da administração da UPA para o Vital Brazil

Wôlmer Ezequiel


PMT e HMVB negam que a unidade vá ser administrada pelo hospital
TIMÓTEO – A Prefeitura de Timóteo está com dificuldades para bancar os gastos com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) João Otávio, do bairro Olaria. A notícia não é novidade, uma vez que a administração divulgou, no final de agosto, que buscava apoio do Estado e da União para manter os atendimentos.
Mas nas últimas semanas o comentário da cidade é que a unidade passaria a ser administrada pelo Hospital Vital Brazil. A hipótese ganhou força ao ser publicada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo (Sinsep), em uma carta aberta distribuída no Centro-Norte, na manhã de ontem. Mas tanto a PMT quando o HMVB negaram a veracidade das informações. Em nota, o hospital afirmou que “não existe negociação oficial de que o Hospital e Maternidade Vital Brazil poderá assumir a administração da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Timóteo. Mais informações sobre o caso serão repassadas nos próximos dias à imprensa do Vale do Aço”. Já a assessoria de Imprensa da PMT reforçou o anúncio anterior, de que busca parcerias para bancar os custos do UPA.  Segundo o prefeito Geraldo Hilário (PDT), os serviços da UPA custam aos cofres públicos R$ 700 mil ao mês. O gasto com folha de pessoal é de aproximadamente R$ 380 mil. O quadro de funcionários é composto por 113 profissionais, sendo 20 clínicos e nove pediatras. Por mês, são atendidos 7,5 mil pacientes, sendo que cerca de 10% residentes em cidades vizinhas como Coronel Fabriciano, Antônio Dias, Marliéria e Jaguaraçu. A UPA, inaugurada em abril último, custou quase R$ 2,5 milhões. O custeio das obras contou com recursos dos governos federal, estadual e municipal.   
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