22 de outubro, de 2009 | 00:00
Crescimento de 23%
Lucro líquido Usiminas cresce no 3º trimestre de 2009
DA REDAÇÃO - A Usiminas obteve no 3T09 receita líquida de R$ 2,86 bilhões e lucro líquido de R$ 454 milhões, com crescimentos de 19% e de 23%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior. O melhor resultado operacional, ganhos cambiais e o efeito positivo de participações em empresas controladas contribuíram para a ampliação do lucro líquido no período. A geração de caixa do trimestre, medida pelo conceito EBITDA (A sigla corresponde a Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization, ou seja, Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) alcançou R$ 374 milhões, com elevação de 220% em relação ao segundo trimestre. Esse incremento deve-se ao aumento da receita líquida decorrente do maior volume de vendas tanto no mercado interno quanto no externo e também à redução de despesas operacionais, de mão de obra e outras, compensando a queda dos preços médios nos mercados e a elevação dos custos de matérias-primas.No acumulado de janeiro a setembro de 2009, contudo, a receita líquida soma R$ 11,98 bilhões, com queda de 34% em relação a 9M08, decorrente da conjugação do menor volume de vendas e de menores preços praticados no período tanto no mercado interno quanto no externo. O lucro líquido, de R$ 711 milhões, teve redução significativa (-69%) em comparação com o mesmo período de 2008, principalmente em função do menor volume de vendas e preços e também do custo da ociosidade decorrente da parada ou da redução do nível de atividade de alguns equipamentos de produção.Os resultados do terceiro trimestre de 2009, embora muito aquém dos obtidos no mesmo período de 2008, mostram o início de uma recuperação na demanda por aços planos no mercado interno, em razão do aumento do consumo de bens duráveis, do retorno do crédito, da redução das taxas de desemprego e das perspectivas de elevação do volume de exportação. A conjugação desses fatores permitiu que a Usiminas reativasse, a partir de julho, dois altos-fornos em suas unidades industriais de Ipatinga (MG) e Cubatão (SP). A companhia deverá alcançar entre 80% e 90% de sua capacidade instalada até o final de 2009, mas manterá um dos altos-fornos da usina de Ipatinga fora de operação até que se confirme o crescimento sustentável da demanda.Se o mercado já sinaliza uma recuperação, a Usiminas ainda não detecta mostras de uma reação sustentada e mantém sua atenção com relação ao excesso de capacidade produtiva, tanto no Brasil quanto no mundo. Outro fator que merece atenção é a presença crescente das importações, que vem representando 15% do consumo aparente e que foi determinante para a expressiva queda nas vendas ao mercado interno e para o aumento da pressão sobre os preços dos produtos. Práticas desleais de comércio e o surgimento de medidas protecionistas em diversos países indicam que a manutenção do imposto de importação é uma medida essencial para proteger o mercado brasileiro, bem como preservar os empregos, o pagamento de impostos e a capacidade de investimentos das empresas. Embora o mercado ainda não registre uma recuperação sustentada e embora a economia brasileira atravesse um período de substancial retração de investimentos em todos os segmentos, especialmente no setor industrial, a Usiminas está dando continuidade a importantes investimentos em suas unidades de negócios, que somam R$ 1,3 bilhão no acumulado de 2009 e geram 8,5 mil empregos indiretos nas unidades industriais de Ipatinga e Cubatão. De acordo com as projeções da Usiminas, o mercado interno de aços planos deverá encerrar o ano com uma queda significativa em comparação com os níveis atingidos em 2007 e 2008, mas as perspectivas são positivas com os investimentos programados para os próximos anos, principalmente em infra-estrutura e exploração de jazidas do pré-sal, para os quais a Usiminas vem se preparando. Já o mercado internacional de produtos de aços apresentou preços ascendentes de abril até setembro, fruto do início de recuperação da demanda mundial e recomposição parcial de estoques. Durante esse período, a Usiminas aumentou o volume de suas exportações. Leia mais no DIÁRIO DO AÇO desta sexta-feira.
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