24 de novembro, de 2009 | 00:00

Situação alarmante

Deputados participam em Ipatinga de audiência sobre segurança pública

Wellington Fred


Deputados ouvirão reclamações do Vale do Aço sobre segurança pública
IPATINGA – A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais promove nesta terça-feira, na Câmara de Ipatinga, audiência para ouvir a população da região. A reunião, marcada para as 10h, será aberta a todos os interessados. O objetivo da comissão é colher reivindicações dos moradores do Vale do Aço sobre a área de segurança e conhecer o atual estágio de integração das polícias Militar e Civil na região.“Cumprimos o que foi definido na Conferência Nacional de Segurança Pública, ou seja, a segurança compete às três esferas de poder e à sociedade civil. Tem sido muito proveitoso ouvir as reivindicações da sociedade”, afirma a vice-presidente da comissão, deputada Maria Tereza Lara (PT), sobre as reuniões no interior. Ela é coautora do requerimento para a realização da audiência em Ipatinga, juntamente com os deputados João Leite (PSDB), presidente da comissão, Rômulo Veneroso (PV) e Tenente Lúcio (PDT).A comissão já visitou Uberaba (Triângulo Mineiro), Montes Claros (Norte), Pouso Alegre (Sul), Barbacena (Região Central) e Unaí (Noroeste). O objetivo é ir a cada uma das 17 cidades que são sedes de Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps), como é o caso de Ipatinga.BalançoAté agora, um dos principais problemas identificados nas cinco audiências realizadas diz respeito à questão penitenciária. Todas as regiões têm apontado a necessidade urgente de medidas mais amplas de ressocialização de presos, como programas de educação e profissionalização durante o cumprimento da pena. O avanço do tráfico de drogas também é objeto de reclamações. O ponto positivo das reuniões, na opinião da deputada, foi perceber que o processo de integração das polícias tem avançado. As sugestões colhidas pela comissão no interior são encaminhadas a órgãos responsáveis pela segurança pública.RegionalNo Vale do Aço, a Comissão de Segurança Pública da ALMG deve ouvir reclamações pontuais. A situação considerada mais grave por promotores de Justiça, juízes, conselheiros tutelares, Conselho Municipal Antidrogas, assistentes sociais e delegados de polícia é a falta do Centro de Ressocialização de Adolescentes. No município tem crescido os índices de usuários de drogas e de adolescentes em conflito com a lei, que necessitam de atendimento que a estrutura pública não atende.Ipatinga está no meio de um impasse pela falta de área para construir o CIA, da mesma que forma que também caiu no impasse a doação da área para construir a unidade da Associação de Assistência aos Presos Condenados (Apac).
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