04 de janeiro, de 2010 | 18:47

Sindipa instaura Dissídio Coletivo contra Usiminas

A ação é a primeira do ano em Minas Gerais e no país, e visa preservar os direitos dos trabalhadores e retomar as negociações

IPATINGA – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga, Luiz Carlos Miranda, informou na tarde de ontem que, devido ao impasse para o fechamento das negociações salariais 2009/2010, a entidade instaurou, na manhã desta segunda-feira (4), dissídio coletivo contra a Usiminas. Ainda segundo Luiz Carlos, a ação é a primeira do ano em Minas Gerais e no país, e visa preservar os direitos dos trabalhadores e retomar as negociações.
De acordo com o Sindipa, a empresa teria caracterizado a suspensão das negociações ao repassar, por liberalidade, a correção de 4,18% em dezembro e fazer o pagamento de R$ 600 em abono salarial. A entidade ainda argumenta que a siderúrgica não demonstrou sensibilidade para valorizar financeiramente os metalúrgicos.
“Em todas as rodadas de negociações, discutimos e apresentamos propostas para melhoria salarial e condições de trabalho. O Sindipa prioriza as negociações através do diálogo aberto e coerente, respeitando a decisão dos trabalhadores nas assembléias”, afirma o presidente da entidade.

Entenda a história
No dia 03 de dezembro passado os trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Usiminas, em votação secreta. O Sindipa comunicou a siderúrgica sobre a decisão e pediu prorrogação da data-base e reabertura das negociações. Em seguida, alegando não ter obtido resposta da empresa, entrou com protesto judicial no TRT com o objetivo de prorrogar a data-base por mais 30 dias.
Neste período, por liberalidade, a Usiminas fez a correção de 4,18% em 01/11/09 e depositou R$ 600 na conta do trabalhador, caracterizando suspensão das negociações, uma prática que o Sindipa considera anti-sindical. O processo do Dissídio Coletivo tem o número 000120100000308, de 04/01/2010, para preservar os trabalhadores e retomar as negociações.
Ainda de acordo com Luiz Carlos, existe a possibilidade de acontecer uma paralisação geral na siderúrgica. “Ninguém aguenta este novo jeito de ser Usiminas, os trabalhadores estão indignados e tem demonstrado disposição para a greve. Estamos articulando a ideia, e se for preciso, vamos parar a usina”, afirma o sindicalista.

Usiminas não foi citada
Na tarde de ontem, o DIÁRIO DO AÇO entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Usiminas, que, por meio de email, informou desconhecer a instauração do dissídio. O texto da empresa diz: “A Usiminas desconhece essa informação, não tendo recebido nenhuma notificação sobre o assunto”.
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